FMI alerta para risco orçamental com apoios à energia na UE
O FMI alerta que os apoios generalizados à energia na UE podem agravar a pressão sobre as contas públicas e provocar reação dos mercados, noticia o Financial Times.
Os governos europeus estão a falhar na focalização das medidas de apoio, com cerca de dois terços dos subsídios e cortes fiscais a serem generalizados, de acordo com uma análise do Fundo Monetário Internacional citada pelo Financial Times (acesso pago, em inglês). Alfred Kammer, diretor do departamento europeu do FMI, afirma que estas políticas são difíceis de reverter e podem gerar encargos permanentes.
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Kammer alerta que vários países não estão a usar de forma prudente o espaço orçamental, num contexto em que os custos de financiamento já subiram em algumas economias da Zona Euro. Países com finanças públicas mais frágeis podem enfrentar reações adversas dos mercados se avançarem com medidas sem compensação orçamental.
Segundo o Financial Times, países como Alemanha, Espanha e Itália já anunciaram cortes fiscais ou reduções de impostos sobre combustíveis e energia. Embora o impacto atual seja estimado em 0,18% do PIB, o FMI admite que este valor pode aumentar se a crise energética persistir.
O Fundo alerta ainda que medidas como tetos de preços ou reduções fiscais distorcem os sinais de mercado, mantendo a procura elevada e reduzindo o incentivo à transição para fontes alternativas, como as energias renováveis.
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