Juros e dividendos lideram queixas os investidores junto do polícia da bolsa

CMVM recebeu 271 reclamações em 2025, um "ligeiro aumento" em relação ao ano anterior, mas "o segundo valor mais baixo" da última década. Juros e dividendos lideram queixas.

Custódia, juros e dividendos foram o tema mais reclamado pelos investidores junto do polícia da bolsa em 2025, superando as queixas associadas à execução de ordens, num ano em que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) registou o segundo valor mais baixo de reclamações da última década.

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“Em 2025, a CMVM recebeu 271 reclamações, o que representa um ligeiro aumento face a 2024. Apesar deste aumento, o número de reclamações manteve-se em níveis historicamente baixos, correspondendo ao segundo valor mais baixo dos últimos dez anos e a um decréscimo de cerca de 50% face à média da última década”, revela o regulador no Relatório sobre Reclamações e Pedidos de Informação de 2025, divulgado esta quinta-feira.

O tema mais reclamado pelos investidores foi o da “custódia, juros e dividendos”, representando 38% do total das reclamações recebidas pela CMVM. Já “‘a execução de ordens’, tema mais reclamado em 2024, representou 31% do total de reclamações em 2025, mantendo-se, ainda assim, como um dos principais temas reclamados”, lê-se ainda no relatório.

A fechar o pódio estão questões relacionadas com “comissões, encargos e cláusulas contratuais”, que representaram 11% das reclamações.

A entidade liderada por Luís Laginha de Sousa adianta ainda que as reclamações recebidas continuaram a incidir sobretudo sobre atividades e serviços de intermediação financeira, tendo correspondido a praticamente nove em cada dez queixas (87%). Seguem as sociedades de titularização de créditos (7%) e entidades de financiamento colaborativo (4%), de acordo com a CMVM.

Por instrumento financeiro, as ações voltaram a liderar as queixas, representando 42% do total. O peso das reclamações em relação a fundos de investimento caiu de 30% para 24% no ano passado.

O relatório indica ainda que a CMVM concluiu 250 processos de reclamação, sendo que apenas 5% não foram admitidas por não reunirem os requisitos ou por incidirem sobre matérias fora da alçada do regulador.

A CMVM salienta que, “pelo sétimo ano consecutivo, não se registaram reclamações em que se tenha considerado existirem elementos que fundamentassem a posição do reclamante e em que a entidade reclamada não tenha atendido à sua pretensão”.

Em 40% das reclamações concluída a entidade reclamada atendeu à pretensão do cliente e e mais de metade e em mais de metade (54%) houve um desfecho desfavorável ao reclamante.

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