Resultados da CGD confirmam “progresso gradual” do plano estratégico, diz a Moody’s

  • Lusa
  • 14 Maio 2018

A Moody's considera que os resultados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no primeiro trimestre representam um "progresso gradual" na implementação do plano estratégico traçado por Paulo Macedo.

A agência de notação financeira Moody’s considera que os resultados da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no primeiro trimestre deste ano confirmam o “progresso gradual” na implementação do plano estratégico do banco público até 2020. A nota da Moody’s surge depois de o banco público liderado por Paulo Macedo ter apresentado na quinta-feira os resultados do primeiro trimestre, com lucros de 68 milhões de euros, contra prejuízos de 38,6 milhões de euros registados no mesmo período de 2017.

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“Reconhecemos os desafios constantes às receitas operacionais da CGD, decorrentes das baixas taxas de juro e do reduzido volume de negócios, que mantém a rentabilidade da CGD a níveis modestos”, começa por sublinhar a agência. Porém, a Moody’s afirma que “algum progresso gradual será alcançado à medida que o plano estratégico continuar a ser implementado, especialmente em termos de redução de custos e manutenção do baixo custo do risco de crédito, devido à redução ainda mais esperada no stock de empréstimos problemáticos”.

Os resultados da CGD relativos ao primeiro trimestre do ano mostram que a margem financeira do banco público desceu 1%, para 297 milhões de euros, com a margem financeira na atividade em Portugal a aumentar 6,1%, para 182,9 milhões de euros. Já os resultados de comissões e serviços cresceram 9%, para 116 milhões de euros, para o que contribuiu o aumento de 13,8% das comissões em Portugal para 89 milhões de euros, o que, diz a empresa, reflete “as medidas do Plano Estratégico implementadas em 2017”.

As provisões e imparidades reduziram-se 88%, passando dos 108 milhões de euros constituídos no primeiro trimestre de 2017 para 13 milhões de euros entre janeiro e março deste ano. Os custos operativos reduziram 11%, para 239 milhões de euros, o que o banco justifica com redução de custos com pessoal, gastos gerais administrativos e depreciações e amortizações. Contudo, tal não inclui custos de 58,5 milhões de euros referentes aos programas de redução de pessoal, utilizando uma provisão já constituída em 2017.

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