BRANDS' ECO “A cloud só gera valor quando existe uma governação clara”

  • Conteúdo Patrocinado
  • 19 Junho 2026

Fernando Saraiva, Head of Sales da Inetum, defende que o armazenamento em nuvem, a inteligência artificial e os dados só criam valor real quando são acompanhados por capacitação das equipas.

A migração para a cloud já não é hoje apenas uma decisão tecnológica, sublinha Fernando Saraiva, Head of Sales da Inetum, que considera que é também um processo de transformação do negócio. Esse trabalho, porém, exige planeamento, controlo de custos, arquiteturas seguras e equipas preparadas para tirar partido das novas plataformas.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Em entrevista ao ECO, o responsável analisa os principais desafios das empresas na adoção da cloud, da inteligência artificial e da cibersegurança, e antecipa a primeira edição do Inetum Summit em Lisboa, que pretende afirmar a dimensão da empresa no mercado nacional. O evento acontece no dia 23 de junho, a partir das 09h, no Estádio da Luz.

Fernando Saraiva, Head of Sales da Inetum

Muitas organizações já iniciaram a sua jornada para a cloud, mas há muitos desafios neste caminho. Na sua perspetiva, quais são hoje os principais obstáculos à migração de aplicações e infraestruturas para a cloud?

Na experiência da Inetum, os principais obstáculos continuam a ser os custos associados à migração, os receios de dependência futura dos fornecedores de cloud, a necessidade de adaptação das aplicações e a gestão da mudança organizacional. Mais do que uma decisão tecnológica, a migração para a cloud deve ser encarada como um processo de transformação do negócio, que exige planeamento, governação e alinhamento entre tecnologia, operações e pessoas.

E como é que esses desafios podem ser ultrapassados?

Ao nível dos custos, estes podem ser mitigados através de uma avaliação prévia rigorosa nomeadamente TCO e ROI que permita identificar ganhos em áreas como energia, hardware e manutenção. Uma abordagem faseada, começando por workloads de menor risco, reduz o investimento inicial, enquanto práticas de FinOps, aliadas a mecanismos como instâncias reservadas e autoscaling, permitem uma gestão financeira mais eficiente e contínua. É precisamente este equilíbrio entre ambição e pragmatismo que procuramos assegurar nos projetos que acompanhamos na Inetum.

Relativamente à dependência tecnológica, esta pode ser reduzida através de arquiteturas híbridas ou multi-cloud, bem como pela adoção de tecnologias open-source e padrões abertos. Adicionalmente, é importante garantir cláusulas contratuais que assegurem portabilidade.

No que toca às aplicações, uma abordagem pragmática passa por começar com modelos de lift-and-shift e evoluir gradualmente para refactoring apenas onde existe valor claro. Provas de conceito ajudam a reduzir risco e a demonstrar benefícios.

Por fim, a gestão da mudança é um fator crítico: investir na capacitação das equipas, comunicar de forma transparente os objetivos e envolver os colaboradores desde o início são decisivos para garantir o sucesso da transformação. Na Inetum, temos visto que os projetos com maior impacto são aqueles em que a dimensão tecnológica e a dimensão humana evoluem em conjunto.

A Inetum tem acompanhado projetos de modernização tecnológica em grandes empresas. No caso da EDP, que ensinamentos podem ser retirados desse percurso e que benefícios concretos trouxe a adoção de soluções cloud para o negócio?

No caso da EDP, que a Inetum teve oportunidade de acompanhar, os ganhos foram muito relevantes. A adoção da cloud trouxe maior flexibilidade para responder a picos de procura, acelerou a capacidade de inovação e permitiu implementar um modelo de governação suportado em práticas de FinOps.

Este modelo revelou-se essencial para assegurar controlo e previsibilidade nos custos, à medida que a utilização de cloud foi crescendo, garantindo uma evolução sustentável e alinhada com os objetivos do negócio. Um dos principais ensinamentos deste percurso é que a cloud só gera valor quando existe uma governação clara, métricas bem definidas e uma visão contínua de otimização.

A tecnologia é um facilitador, mas são as pessoas que concretizam a transformação

Fernando Saraiva

Head of Sales da Inetum

Neste caminho da transformação digital, que papel desempenham a gestão da mudança e o upskilling das equipas para garantir que os investimentos produzem resultados efetivos?

A gestão da mudança e o upskilling não são atividades paralelas. São o motor da transformação digital. São estes fatores que garantem que o investimento em tecnologia se traduz em valor concreto, mensurável e sustentável para as organizações.

Sem equipas preparadas, a cloud pode tornar-se apenas um datacenter mais caro, a automação não escala e as plataformas ficam subaproveitadas. Em última análise, a tecnologia é um facilitador, mas são as pessoas que concretizam a transformação. É por isso que, na Inetum, defendemos que qualquer programa tecnológico deve integrar, desde o início, uma componente forte de capacitação e adoção.

À medida que as organizações aceleram a adoção da cloud e da inteligência artificial, as preocupações com a cibersegurança também aumentam. A que é que as empresas devem estar atentas?

Um dos principais desafios é equilibrar inovação e controlo. A excessiva burocratização pode levar os colaboradores a adotarem, por iniciativa própria, ferramentas de inteligência artificial fora dos circuitos aprovados, o chamado Shadow IT, criando riscos de segurança e custos inesperados. Este é um tema que a Inetum tem vindo a acompanhar de perto, sobretudo à medida que as empresas procuram acelerar a adoção de soluções de IA generativa.

É essencial implementar uma governação eficaz que não bloqueie a inovação. Por outro lado, a adoção da cloud pode reforçar a segurança, uma vez que os hyperscalers oferecem níveis de proteção e conformidade que muitas organizações dificilmente conseguiriam replicar internamente. O desafio está em desenhar arquiteturas seguras por defeito, com políticas claras, monitorização contínua e uma cultura de responsabilidade partilhada.

Quais são os casos de utilização com inteligência artificial que já estão a gerar maior impacto nas empresas e como prevê que a combinação com a cloud e os dados venha a redefinir os modelos de negócio nos próximos anos?

Numa fase inicial, a maioria das organizações está a utilizar a inteligência artificial para ganhos de eficiência, sobretudo na otimização de processos e na melhoria da entrega de produtos e serviços. Na Inetum, vemos esta primeira vaga de adoção como um passo importante para preparar as empresas para utilizações mais estratégicas e diferenciadoras.

No futuro, a combinação entre inteligência artificial, cloud e dados permitirá evoluir para modelos mais transformacionais. A utilização de agentes inteligentes, suportados por infraestruturas altamente escaláveis, vai permitir gerar conhecimento com impacto direto nos modelos de negócio. Esta convergência será decisiva para passar de ganhos incrementais de produtividade para novas formas de criar, entregar e capturar valor.

Temos já exemplos concretos: um cliente do setor da aviação, através da análise de dados de sensores em motores, conseguiu antecipar falhas com elevado grau de confiança. Isso permitiu-lhe alterar o seu modelo de negócio, passando da venda de equipamentos para um modelo de subscrição baseado em horas de voo, com serviços incluídos.

Mais do que um evento, será um ponto de encontro estratégico onde conhecimento, inovação e colaboração se cruzam para gerar novas oportunidades

Fernando Saraiva

Head of Sales da Inetum

O que espera desta primeira edição do Inetum Summit em Lisboa?

Na primeira edição do Inetum Summit, queremos, juntamente com os nossos parceiros, partilhar casos de sucesso, tendências de mercado e a visão que está a moldar o futuro das organizações. Queremos também afirmar este encontro como um momento relevante para aproximar a Inetum dos seus clientes, parceiros e do ecossistema tecnológico nacional.

A Inetum Portugal resulta da integração de três empresas e este evento assume-se como uma oportunidade para demonstrar a verdadeira dimensão das nossas capacidades. Sendo hoje a terceira maior empresa de TI em Portugal, reconhecemos que nem sempre essa escala é totalmente percecionada pelo mercado.

O evento pretende precisamente reforçar essa visibilidade, reunindo num único espaço as nossas competências e o valor que conseguimos entregar. Mais do que um evento, será um ponto de encontro estratégico onde conhecimento, inovação e colaboração se cruzam para gerar novas oportunidades. É também uma forma de mostrar ao mercado a amplitude da oferta da Inetum, desde cloud, dados e inteligência artificial até cibersegurança, aplicações empresariais e serviços geridos.

Num contexto em que tantas organizações ainda lutam para transformar investimento tecnológico em valor real, de que forma o Inetum Customer Day, no Porto, vai além do discurso e consegue, na prática, gerar impacto tangível nos negócios, promovendo decisões mais inteligentes, parcerias mais eficazes e resultados mensuráveis?

O Inetum Customer Day é já um evento consolidado, chegando este ano à sua 9.ª edição, e de grande relevância para a comunidade de clientes e parceiros, especialmente no Norte do país.

Mais do que um espaço de reflexão, é um verdadeiro catalisador de ação. A agenda é desenhada para gerar impacto concreto, e as sessões, demonstrações e interações dão frequentemente origem a iniciativas que avançam rapidamente após o evento. Este é um dos aspetos que mais diferencia o Customer Day: a capacidade de transformar conversas em decisões e oportunidades em projetos.

Adicionalmente, o Customer Day tem promovido a criação de sinergias entre organizações. Existem vários exemplos de clientes que, ao identificar complementaridades durante o evento, estabeleceram parcerias que evoluíram para colaborações estratégicas com benefícios tangíveis.

Em suma, é um espaço onde ideias se transformam em projetos e onde as relações se traduzem em valor concreto para o negócio, reforçando o papel da Inetum como parceiro de proximidade na transformação digital das organizações.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

“A cloud só gera valor quando existe uma governação clara”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião