Administração da Aicep tem segunda baixa. Joana Gaspar vai ser cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro

Esta será a segunda saída de peso da administração de Madalena Oliveira e Silva depois da escolha de Francisco Catalão para secretário de Estado da Gestão da Saúde.

Depois de o primeiro-ministro ter escolhido Francisco Catalão, administrador executivo e administrador financeiro (CFO) da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, para o cargo de secretário de Estado da Gestão da Saúde, as mexidas na administração da Aicep não se ficam por aqui. Joana Gaspar também vai sair pois foi escolhida para cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro.

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Joana Gaspar, diplomata de carreira, entrou na Aicep para integrar o conselho de administração de Ricardo Arroja, mantendo-se no cargo até agora, apesar da mudança de direção – Ricardo Arroja foi afastado e Madalena Oliveira e Silva, que era do board, passou para presidente. Joana Gaspar, antes de passar para a agência, era coordenadora do Centro de Estudos e Análise Estratégica do Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Já no atual exercício de funções foi promovida de conselheira de embaixada à categoria de ministra plenipotenciária de 2.ª classe da carreira diplomática, em outubro do ano passado.

O cargo de cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, está vago há dois meses e a saída de Joana Gaspar é apontada agora para junho, já que ainda não foi publicado o despacho de nomeação. A função não lhe será totalmente estranha já que foi cônsul-geral de Portugal em Londres. No seu currículo tem ainda passagens pela embaixada de Paris, mas a maior parte da carreira foi mesmo construída nas Necessidades, onde foi adjunta do gabinete do ministro Luís Amado e também do secretário de Estado das Comunidades, António Braga.

Esta será a segunda saída de peso da administração de Madalena Oliveira e Silva depois de Francisco Catalão ter sido escolhido para o lugar de Francisco Rocha Gonçalves, enquanto secretário de Estado da Gestão da Saúde. Antes disso, o responsável foi desde 2012 diretor da área de tesouraria na Novabase, tendo a seu cargo a tesouraria, a coordenação das relações com a banca e as atividades de financiamento e gestão de risco cambial.

A administração de Madalena Oliveira e Silva, cujo mandato termina no final do ano, vai ficar para já reduzida a dois administradores executivos: Paulo Rios Oliveira, advogado, consultor de empresas nas áreas de gestão e comunicação, e ex-deputado à Assembleia da República, que veio da equipa de Ricardo Arroja, e Philomène Dias, a vogal que entrou com a nova presidente e que já pertencia à casa (entrou na ainda API em 2003) e era, desde 2019, diretora do departamento de angariação de Investimento Direto Estrangeiro, responsável pela promoção do investimento em Portugal junto das multinacionais estrangeiras, e pela resposta e acompanhamento dos investidores no processo de avaliação de Portugal como opção de localização.

Mas a saída de diplomatas das administrações é encarada com alguma normalidade dados os movimentos diplomáticos e as necessárias rotações nos cargos, por isso, Joana Gaspar será substituída no cargo por outro diplomata, ao que o ECO apurou.

Recorde-se que Portugal atraiu 3,58 mil milhões de euros em grandes projetos de investimento em 2025, um novo recorde. Estes investimentos contratualizados pela AICEP no ano passado foram apoiados com 803 milhões de euros.

O ECO questionou a AICEP sobre estas alterações, mas não obteve resposta até à publicação deste artigo.

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