Portugal reduz reservas de produtos petrolíferos de 92 para 82 dias

Presidente da Entidade Nacional para o Setor Energético explicou que "para não pressionar tanto o preço, reduziram as reservas de 92 para cerca de 82 dias".

O presidente da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), Alexandre Fernandes, afirmou esta terça-feira que Portugal dispõe de reservas de produtos petrolíferos para 82 dias, sublinhando que se trata de “reservas não comerciais, disponíveis para momentos de crise”.

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Na componente petrolífera, Portugal dispunha anteriormente de cerca de 92 dias de reservas — mais de três meses — tendo passado agora para cerca de 82 dias. No caso do gás natural, o país conta com aproximadamente três semanas de reservas. “O que fizemos foi, para não pressionar tanto o preço, reduzir de 92 para cerca de 82 dias, ou seja, menos cerca de 10 dias de reservas”, explicou o responsável, na III Conferência de Fiscalização e Prevenção no Setor Energético, em declarações à RTP.

O dirigente da ENSE sublinhou que se trata de “reservas não comerciais, disponíveis para momentos de crise”, acrescentando que a flexibilização das obrigações contribuiu, “dentro do possível, para que a escalada de preços não fosse ainda maior”.

Já o presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Pedro Verdelho, afirmou que “ninguém pode garantir que os preços da eletricidade não vão aumentar”, salientando que a evolução dependerá da persistência do conflito.

Quanto a um eventual aumento do preço da eletricidade, o responsável referiu que, para já, não há sinais de impacto da guerra no Irão nesse mercado, ao contrário do que acontece no gás e no petróleo. Ainda assim, alertou que “ninguém pode garantir” que, caso o conflito se prolongue, não venham a sentir-se efeitos também na eletricidade, algo que, para já, não se verifica.

No que diz respeito aos combustíveis, o responsável sublinhou que não há, neste momento, risco de escassez como o registado em 2022. Ainda assim, destacou que as oscilações de preço continuam a surgir nos mercados grossistas, acabando por ser repercutidas no retalho e, consequentemente, nos consumidores.

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