Preço do cabaz alimentar fixa novo recorde. Mesmos produtos custam mais de 13 euros que no início do ano
Cabaz de 63 produtos essenciais da Deco aumentou 60 cêntimos face à semana anterior, naquela que é a quarta semana consecutiva de aumentos, provocada pelo impacto da subida dos preços da energia.
O preço do cabaz alimentar seguido pela Deco PROteste voltou a subir esta semana, atingindo um novo recorde, nos 254,99 euros, o que representa um aumento de 60 cêntimos face ao valor fixado na semana passada. Trata-se da quarta semana consecutiva de aumentos, com os preços a refletirem os agravamentos causados pelo conflito no Médio Oriente, que espoletou uma escalada dos preços da energia.
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Segundo a análise semanal divulgada pela Deco, o mesmo cabaz de 63 produtos essenciais custava menos 13,17 euros (menos 5,45%). Há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 16,49 euros (menos 6,92%).
Já no início de 2022, quando a Deco começou a recolher estes números, o mesmo cabaz custava menos 67,29 euros, ou menos 35,85%.
O carapau (29% para 5,81 euros), o tomate chucha (24% para 3,6024 euros) e a couve-flor (17% para 3,12 euros) foram os produtos que mais aumentaram na semana entre 25 de março e 1 de abril.

Face a igual período do ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como a couve-coração (57%, custando atualmente 2,08 euros), a curgete (54%, situando-se atualmente nos 2,70 euros) e o robalo (38%, o que se reflete num custo de 10,24 euros/kg).
Desde o início de janeiro de 2022, carne de novilho para cozer, com um disparo de 124% para 13,04 euros/kg, a couve-coração (109% para 2,08 euros/kg) e os ovos (84% para 2,10 euros) são os produtos que mais viram os preços subir.
Apesar dos aumentos visíveis nos preços do cabaz alimentar, as principais cadeias de supermercados adiantam que têm estado a absorver o impacto da subida de custos causada pela guerra. No entanto, Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição diz que “é natural” ver diferença já no próximo mês.
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