Novos bombardeamentos encarecem petróleo. Analistas sobem estimativas até aos 150 dólares por barril

Novos bombardeamentos durante a noite vieram estilhaçar as esperanças numa resolução mais rápida para o conflito. Petróleo segue em alta e castiga bolsas europeias.

A suspensão de cinco dias nos ataques a infraestruturas de energia no Irão anunciada segunda-feira por Trump não foi suficiente para sossegar os mercados, com os bombardeamentos a persistirem. Menor otimismo sobre um fim rápido do conflito está a puxar pelo preço do petróleo e a penalizar as bolsas depois das subidas da véspera.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Principais acontecimentos:

  • O Irão lançou durante a noite novos ataques com mísseis e drones contra Israel e bases dos Estados Unidos no Médio Oriente.
  • Trump tinha afirmado horas antes que estavam em curso negociações com Teerão, anunciando uma suspensão de cinco dias nos ataques a infraestruturas críticas de energia no Irão, depois de pressionado pelos aliados no Golfo Pérsico.
  • A Arábia Saudita afirma que intercetou drones no leste do país. O país endureceu o discurso, comunicando aos EUA que atacará o Irão caso as suas infraestruturas de energia e abastecimento de água forem atingidas.
  • No Irão, a agência oficial Fars, relata ataques dos Estados Unidos e Israel contra infraestruturas energéticas, incluindo um pipeline de fornecimento de gás a uma central de produção de eletricidade.

Petróleo sobe e pode chegar aos 150 dólares

As matérias-primas energéticas estão esta manhã em alta, perante novos bombardeamentos e sem sinais concretos de negociações. O Brent, que serve de referência na Europa, sobe 2,40% para a casa dos 102 dólares por barril, mas longe dos 120 dólares a que já chegou este mês. Nos EUA, o WTI trepa 3,6% para cerca de 91 dólares.

A Bloomberg noticia que o Goldman Sachs elevou de 77 para 85 dólares por barril a sua previsão para a cotação média do Brent este ano. O Macquarie vê agora a matéria-prima a oscilar entre os 85 e os 90 dólares, com a possibilidade de chegar aos 150 dólares até ao fim de abril, caso o conflito persista. A casa de investimento Kpler atira a cotação para os 140 dólares dentro de três a quatro semanas, se o conflito não abrandar.

O gás natural segue rumos opostos dos dois lados do Atlântico. Sobe cerca de 1,15% nos EUA enquanto na Europa os futuros negociados em Amesterdão baixam 1,39% para os 55,89 euros por MWh.

Europa não segue ganhos da Ásia

A sessão abriu com ganhos na Europa, mas rapidamente inverteu a sessão, perante novos receios de um prolongamento do conflito. O índice pan-europeu Eurstoxx caia 0,62% pelas 9h30. As praças de França (0,49%), Frankfurt (1%), Madrid (0,52%) seguem todas com perdas. Lisboa é exceção e sobe 0,3%.

O Velho Continente dá sequência à toada positiva das praças asiáticas, que encerraram maioritariamente positivas. No Japão os ganhos foram de 1,43%, na Coreia do Sul de 2,24% e em Hong Kong de 2,57%. Na China continental, o CSI300, da praça de Shangai, valorizou-se 1,78%.

Dólar em alta. Taxas das obrigações sobem

O dólar está em alta esta manhã, com o euro a ceder 0,2% contra a moeda americana. À hora de publicação deste artigo valia 1,1589 dólares. A divisa americana está também a ganhar à libra, mas a ceder terreno face ao iene e franco suíço.

Nas obrigações, as taxas nos títulos alemães a 10 anos sobem um ponto base para para os 3,01%, enquanto as de França avançam três pontos base para os 3,74% e as de Portugal dois pontos para 3,47%.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Novos bombardeamentos encarecem petróleo. Analistas sobem estimativas até aos 150 dólares por barril

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião