Riscos geopolíticos devem preocupar setor dos seguros e dos fundos de pensões

  • ECO Seguros e Lusa
  • 16 Novembro 2025

Diminuição da instabilidade causada pelas tarifas no comércio mundial, menor volatilidade nas bolsas, redução do risco de liquidez e solvabilidade. O Painel de Riscos da ASF também tem sinal positivo.

Os riscos geopolíticos continuam entre os que mais devem preocupar as empresas de seguros e as entidades gestoras de fundos de pensões, apesar da diminuição da incerteza relacionada com as tarifas dos EUA, de acordo com o inquérito da ASF.

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Segundo os resultados agora divulgados, reportado ao mês de setembro, no Painel de Riscos do Setor Segurador, um estudo trimestral realizado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), a categoria de riscos macroeconómicos “mantém-se em nível médio-alto”. Verificou-se uma diminuição da incerteza associada às tarifas comerciais entre a União Europeia (UE) e os EUA, “ainda que o nível de 15% acordado seja historicamente elevado, e os seus efeitos permaneçam por avaliar, assim como os riscos decorrentes das tensões geopolíticas e conflitos militares no Leste Europeu e no Médio Oriente”.

Os riscos de crédito também continuaram entre as principais preocupações, com o supervisor a salientar as “vulnerabilidades associadas à crescente necessidade de investimento em defesa por parte dos países europeus, suscetível de gerar pressões adicionais sobre as jurisdições mais endividadas”.

Por outro lado, verificou-se recentemente uma diminuição dos prémios de risco dos emitentes soberanos e privados, após o pico registado em abril.

Os riscos de mercado continuam a cair, acompanhando a menor volatilidade nas bolsas, apesar de alguns receios de uma eventual correção.

Quanto às categorias de risco de liquidez e de rendibilidade e solvabilidade, foi possível identificar “uma tendência inclinada descendente”, com a perceção das empresas do risco a diminuir.

Entre os segmentos, a ASF destaca ainda que, no segmento Não Vida, assinala-se a “incerteza sobre os impactos potenciais dos acordos comerciais e das políticas protecionistas sobre os custos com sinistros e, consequentemente, sobre a rendibilidade do segmento”.

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