“Para dizer mal de tudo ou bloquear soluções, não é preciso ter grande coragem”
Luís Montenegro acusa a oposição de fazer "politiquice" e de "falta de coragem" depois do chumbo do pacote laboral no Parlamento.
Depois de na passada sexta-feira o Governo ter visto ser chumbado o pacote laboral no Parlamento, com o voto contra do Chega e da oposição de esquerda, Luís Montenegro levou o tema ao congresso do PSD acusando a oposição de fazer “politiquice” e de “falta de coragem”. “Para dizer mal de tudo ou bloquear soluções, não é preciso ter grande coragem”, atira o governante durante o seu discurso de abertura do Congresso, a decorrer este fim de semana em Anadia.
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“Este Portugal não está igual e não vai ser o mesmo que encontramos há dois anos. Estamos mesmo a trabalhar para fazer Portugal maior. Um Portugal moderno, arejado e arrojado, credível e atrativo. Um Portugal solidário entre gerações e entre regiões. Esta transformação, este reformismo está a acontecer. Nós respondemos com trabalho ao ruído, ao ressentimento, ao imobilismo e à falta de coragem“, disse o presidente do PSD.
“São tantos os que reclamam que mude tudo, mas verdadeiramente desejam que tudo fique na mesma. Como ainda ontem se viu com especial nitidez”, diz, numa referência ao chumbo da lei laboral proposta pelo Executivo.
“As oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança. Falta-lhes a coragem, falta-lhes a firmeza e o sentido de responsabilidade. Para dizer mal de tudo ou bloquear soluções, não é preciso ter grande coragem. Para ser teleguiado por comentadores, mentores ou pelas tendências das redes sociais, também não é preciso ter grande coragem. Mas para ousar, mudar, para convergir, para negociar, para saber ceder, para isso é preciso ter verdadeira coragem”, referiu.
Durante o seu discurso de abertura, o presidente do PSD, Luís Montenegro, prometeu uma linha de governo reformista, com persistência, humanismo, coragem e foco no país, afastando as intrigas e a politiquice, perante um contexto internacional complexo e com ameaças diversas.
Perante os congressistas, o presidente do PSD começou por assinalar as vitórias do seu partido em eleições, especificando triunfos alcançados nas regionais dos Açores, por três vezes na Madeira, mas também em duas eleições legislativas e nas últimas autárquicas.
Recebeu palmas dos delegados ao congresso quando realçou que o seu partido recuperou a liderança da Associação Nacional dos Municípios Portugueses nas autárquicas de outubro de 2025
A seguir, falou do Governo que lidera: Um executivo que definiu como sendo “reformista, personalista, humanista e interclassista”.
Neste contexto, referiu que o caminho até ao final da legislatura será de “humildade, resistência, persistência, proximidade, com muita ambição para Portugal”.
“Teremos o foco no futuro, sem intrigas e sem politiquice, com verdade, com reformismo e com coragem de ação. Estamos a governar para todos”, completou.
Montenegro criticou a estratégia da liderança do PS, que classificou de “manhosa”, que simula em “em palavras e em cartas o espírito construtivo da nossa ação política e assim vamos obrigar a AD, o governo, a negociar exclusivamente com o Chega”, diz. “Este comportamento é denunciado, é compreendido e está a ser avaliado. Como de resto, aquele outro comportamento que se inspira na agitação permanente, na irresponsabilidade, quando não muitas vezes na imaturidade“, atira sem referir nenhum partido.
“Em ambas as circunstâncias, o que nós temos visto é permeabilidade aos interesses pessoais, aos interesses de determinados segmentos e não a preocupação com o interesse nacional”, diz.
“Temos a obrigação de executar o nosso compromisso, o nosso projeto, o nosso programa, porque foi essa a responsabilidade que nos foi dada pelas pessoas”, afirma.
(última atualização às 12h14)
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