Montenegro reage às buscas: “As instituições estão a funcionar e é assim que tem de ser”

Primeiro-ministro reagiu parcamente às buscas que visam nomes ligados ao PS e levaram a PJ à sede do partido, afirmando apenas que "são as instituições a funcionar".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou esta quinta-feira que a “Operação Imergente”, que visa câmaras municipais e juntas de freguesias do PS e levaram a buscas na sede do partido, são sinónimo de instituições “a funcionar”.

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As instituições estão a funcionar e é assim que tem de ser”, reagiu o primeiro-ministro à chegada da iniciativa “Conversas com Fomento”, em Leiria, em declarações transmitidas pela Rádio Observador. Instado pelos jornalistas a comentar a “Operação Imergente”, Luís Montenegro escusou-se a fazer mais comentários.

Em causa estão as buscas levadas a cabo durante esta quinta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) em câmaras municipais, freguesias em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra e na sede do PS. O inquérito tem por objeto principal “a investigação de factos relativos a adjudicações por autarquias, cujo valor global ascende a dois milhões de euros” e ainda a “emissão de faturas para recebimento indevido, por dois suspeitos, de quantias de partido político”, segundo o Ministério Público.

Os arguidos da “Operação Imergente” são suspeitos da prática dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio, peculato, abuso de poderes, burla qualificada, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada, precisou o DIAP Regional de Lisboa. A PJ anunciou que existem cinco detidos e 37 arguidos.

O caso já levou à suspensão do mandato pelo socialista Miguel Coelho de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, dizendo que se defenderá “com a consciência tranquila”.

De acordo com a CNN, um dos detidos é Duarte Moral, assessor de José Luís Carneiro e que exerceu funções em gabinetes de António Costa. Uma informação que o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, se escusou a confirmar.

No entanto, o líder socialista garantiu esta quinta-feira que tudo fará para que a “legalidade” seja defendida e promovida em todos os níveis do PS, mas que as autoridades judiciárias transmitiram que o partido não é visado pelas investigações em curso e afastou qualquer leitura política sobre o momento escolhido para esta operação judicial.

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