SDR não obriga, mas recomenda que marcas respeitem a Volta
O esclarecimento da SDR surge dois dias depois de questionada, a propósito da nova embalagem da Água Caldas de Penacova, com 3,1 litros, o que permite fugir à taxa de depósito.
Pertencer ao Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), a entidade que gere a Volta, não obriga as marcas a comercializarem garrafas e latas sujeitas ao pagamento da taxa de 10 cêntimos, reembolsável, mas a recomendação é para que o façam.
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O esclarecimento da SDR surge dois dias depois de questionada, a propósito da nova embalagem da Água Caldas de Penacova, com 3,1 litros, o que permite fugir à taxa de depósito, e um dia após a publicação da notícia, que escalou para as redes sociais e vários outros órgãos de comunicação social.
“O Sistema de Depósito e Reembolso respeita a liberdade comercial dos operadores, mas mantém como princípio – e recomendação – a promoção de soluções alinhadas com os objetivos do sistema em vigor“, começa por dizer a SDR no comentário escrito.
Ou seja, “quanto maior for o número de embalagens encaminhadas para a Volta, mais plenamente Portugal cumprirá as exigentes metas a que está obrigado“. Assim, a SDR Portugal segue comprometida com a sua missão de contribuir para o aumento da recolha seletiva de embalagens de bebidas de uso único e para a criação de uma verdadeira economia circular em Portugal, contando com o apoio de todos para o cumprimento deste desígnio nacional”, conclui a entidade.
No dia 20, o ECO/+M avançou que cerca de um mês após a entrada em vigor do sistema de depósito e reembolso de latas e garrafas até três litros, que obriga ao pagamento de 10 cêntimos por embalagem comprada, montante esse que tem ‘volta’ nas máquinas espalhadas sobretudo pelas grandes superfícies, a Água Caldas de Penacova, membro do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) lançou no mercado uma nova embalagem, precisamente com 3,1 litros de capacidade. Ou seja, sem depósito.
“Conheça a nossa nova embalagem de 3,1 litros, a mais versátil do mercado! Use à mesa, no trabalho ou no ginásio, cabe no frigorífico e não tem que pagar um depósito para a comprar 🤩.”, pode ler-se no post que comunica a inovação.
Uma forma de contornar o sistema? Patrícia Saraiva, responsável pela área de marketing e comercial da Águas das Caldas de Penacova, garantiu que não.
“O lançamento da referência 3,1 litros resulta de alguns anos de planeamento, mas que só foi possível este ano em virtude do investimento que a nossa empresa fez numa nova linha de produção que alargou o nosso horizonte de possibilidades em termos de formatos de maior capacidade”, começa por explicar ao +M.
O objetivo, prosseguiu, é então “apresentar um novo formato que completa a oferta da marca junto dos consumidores finais, com um formato de capacidade intermédia, respondendo às necessidades específicas de consumidores específicos, como por exemplo as famílias nucleares e consumidores mais intensivos de água”, diz a responsável.
Sobre a comunicação realçar que o novo formato isenta o consumidor da taxa, Patrícia Saraiva diz que o alerta “resulta da necessidade de reforçar que, contrariamente à comunicação que fizemos relativamente aos novos rótulos das embalagens enquadradas no SDR (com um novo rotulo que informa e direciona os consumidores finais para o destino das embalagens), esta embalagem de 3,1 Lts segue o processo “tradicional” de reciclagem através do SIGRE “Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagem).
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