Famílias nunca tiveram tanto dinheiro parado no banco

Montante total depositado por particulares nos bancos portugueses totalizou 201,1 mil milhões de euros no final de fevereiro. É o valor mais elevado de sempre.

ECO Fast
  • As famílias portuguesas atingiram um recorde de 201,1 mil milhões de euros em depósitos bancários, refletindo uma aversão ao risco e preferências por depósitos à ordem e a prazo.
  • O aumento de 434 milhões de euros em depósitos em fevereiro foi impulsionado por um crescimento de 132 milhões em depósitos à vista e 302 milhões em depósitos a prazo, mantendo uma taxa de crescimento homóloga de 4,4%.
  • Os juros dos novos depósitos a prazo permanecem baixos, com uma média de 1,34%, inferior à taxa de inflação, o que pode impactar a rentabilidade das poupanças.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

As famílias portuguesas nunca tiveram tanto dinheiro parado em depósitos. O montante depositado por particulares nos bancos residentes atingiu 201,1 mil milhões de euros no final de fevereiro, o valor mais elevado desde o início da série do Banco de Portugal (ver gráfico).

O mês de fevereiro marcou o retomar da trajetória de crescimento do stock de depósitos bancários, com mais 434 milhões de euros a serem parqueados pelas famílias portuguesas em depósitos, depois de uma ligeira queda em cadeia em janeiro. Segundo o Banco de Portugal, “esta subida refletiu um aumento de 132 milhões de euros nas responsabilidades à vista (maioritariamente depósitos à ordem) e de 302 milhões nos depósitos a prazo”.

Em termos homólogos — isto é, comparando com o mesmo mês do ano anterior –, o stock de depósitos de particulares cresceu 4,4% em fevereiro. É a mesma taxa registada em janeiro, num ritmo que se vem mantendo desde outubro de 2025.

Estes números mostram que os portugueses se mantêm avessos ao risco, preferindo manter o seu dinheiro maioritariamente em depósitos à ordem ou em depósitos a prazo, com baixas remunerações.

De acordo com os dados mais recentes, o juro médio dos novos depósitos a prazo de particulares era, em janeiro, de apenas 1,34%um mínimo de dois anos –, menos do que a taxa de 1,36% registada em dezembro de 2025 e abaixo da média de 1,82% observada na área do euro. É também um juro inferior à taxa de inflação, que rondou os 2% no mês de fevereiro.

Evolução do stock total de depósitos bancários de particulares:

Série completa desde dezembro de 1979 a fevereiro de 2026 | Fonte: Banco de Portugal

Depósitos das empresas perto de máximos

Esta quinta-feira, o Banco de Portugal também avançou números sobre os depósitos das empresas. O stock total, neste caso, atingiu 73,8 mil milhões de euros no final de fevereiro, mais 508 milhões de euros do que no final de janeiro.

Tratou-se de uma ligeira aceleração em termos homólogos, de 7,7% no primeiro mês do ano para 7,7% no mês seguinte. Porém, no caso dos depósitos das empresas, o montante máximo depositado nos bancos residentes foi de 75,6 mil milhões de euros, alcançado em dezembro de 2025.

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