Agências de viagens alertam para “instabilidade” nos aeroportos e impacto no turismo
ANAV alerta para o risco de disrupções nos aeroportos, destacando que atrasos, problemas com bagagens e instabilidade operacional podem afetar a experiência e ter impacto direto no turismo.
A Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) manifestou, esta quinta-feira, “preocupação com a incerteza em torno do processo de atribuição de licenças de assistência em escala (handling) nos aeroportos portugueses”, alertando para o “risco de disrupções operacionais em fases críticas para o turismo nacional”.
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“Esta situação levanta sérias dúvidas quanto à estabilidade operacional do setor aeroportuário, podendo traduzir-se em impactos negativos na pontualidade dos voos, no tratamento de bagagens e na experiência global dos passageiros durante a época alta”, destaca Miguel Quintas, presidente da ANAV, citado em comunicado.
O dirigente reforça que o setor entra numa “fase decisiva para o turismo nacional com demasiadas incertezas”. Entre os problemas apontados está o EES, o novo software utilizado nos aeroportos, cuja implementação foi retomada recentemente.
“Surgem agora mais nuvens sobre os aeroportos portugueses, sobretudo o de Lisboa. O setor precisa de previsibilidade e não pode correr riscos numa área tão crítica como o handling aeroportuário”, acrescenta Miguel Quintas.
Estamos a entrar numa fase decisiva para o turismo nacional com demasiadas incertezas. Temos ainda a pairar sobre nós o que acontecerá com o EES (novo software utilizado nos aeroportos), que foi retomado novamente, e surgem agora mais nuvens sobre os aeroportos portugueses, sobretudo o de Lisboa.
A associação alerta ainda para o “impacto direto que eventuais constrangimentos poderão ter nas agências de viagens, que poderão ser chamadas a gerir alterações operacionais, atrasos ou irregularidades, com reflexos na confiança dos consumidores e na qualidade do serviço prestado”.
Neste sentido, a ANAV apela às autoridades competentes “para que seja assegurada, com caráter de urgência, uma solução estável que garanta a continuidade, a fiabilidade e a eficiência das operações aeroportuárias, salvaguardando o normal funcionamento do setor turístico em Portugal”, numa altura em que hoteleiros portugueses antecipam crescimento do turismo em 2026, apesar de um abrandamento provocado pela instabilidade geopolítica e pelo aumento dos custos operacionais.
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