Endividamento da economia sobe 8,7 mil milhões no arranque do ano. Dívida das famílias em máximos

Dívida das famílias, empresas e Estado aumentaram o seu endividamento, com a dívida das famílias a fixar um novo máximo histórico. Endividamento do Estado subiu oito mil milhões devido às emissões.

O endividamento da economia voltou a aumentar no arranque do ano. A dívida do setor não financeiro — administrações públicas, empresas e particulares — subiu 8,7 mil milhões de euros em janeiro, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

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A dívida agregada das famílias, empresas e Estado aumentou para 859,7 mil milhões de euros. Deste total, 480,7 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 379 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

O setor público foi o grande responsável por este aumento, com o endividamento a subir oito mil milhões de euros. “Este acréscimo ocorreu, sobretudo, perante o exterior (+5,7 mil milhões de euros), refletindo o investimento de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa de longo prazo (+5 mil milhões de euros) e a obtenção de empréstimos (+0,7 mil milhões de euros)”, justifica no comunicado.

O Banco de Portugal refere ainda “um crescimento do endividamento do setor público perante as administrações públicas (+1,7 mil milhões de euros), essencialmente pelo aumento das responsabilidades em depósitos junto do Tesouro (+1,7 mil milhões de euros)”.

No que diz respeito ao setor privado, o endividamento aumentou 0,6 mil milhões, com a descida da dívida das empresas a “amortecer” o aumento da dívida das famílias, por via do crédito à habitação.

Assim, os particulares pediram emprestado 0,9 mil milhões de euros, em janeiro, com as famílias a endividarem-se sobretudo através do crédito à habitação, que cresceu ao ritmo mais elevado em 20 anos no arranque do ano.

O endividamento dos particulares subiu 8,9% em relação ao período homólogo, atingindo um novo máximo histórico desde que o Banco de Portugal começou a recolher estes dados, em dezembro de 2008.

Já as empresas reduziram o endividamento em 0,2 mil milhões de euros, sobretudo perante o setor financeiro e as empresas: -0,1 mil milhões de euros em ambos os casos. Ainda assim, em termos homólogos, o endividamento cresceu 2,5%.

(Notícia atualizada às 11:40)

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