IMI das casas não aumentará em 2024, diz ministro

O ministro das Finanças assegurou que o valor do imposto sobre habitação não vai subir fruto da atualização do coeficiente de localização dos prédios.

O ministro das Finanças, Fernando Medina, garantiu, esta quinta-feira, que o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) das casas não vai subir fruto da atualização do coeficiente de localização dos prédios.

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“Não está previsto qualquer aumento de IMI para 2024, nem em nenhum orçamento que possa prescrever para o futuro”, afirmou Fernando Medina numa audição parlamentar que antecede o debate na generalidade do Orçamento do Estado (OE) para 2024.

A questão foi colocada inicialmente pelo deputado do PSD, Hugo Carneiro, e depois pelo presidente do Chega, André Ventura. As dúvidas surgiram na sequência do anúncio por parte do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Nuno Félix, de que iria arrancar a revisão do coeficiente de localização das casas que influencia substancialmente no valor patrimonial tributário (VPT) através do qual é apurado o IMI.

Ora se o zonamento ou localização das casas sobe, aumenta também o VPT e consequentemente o IMI. Mas o ministro das Finanças assegurou que não iria haver agravamento algum decorrente desta atualização, tal como o ECO já tinha noticiado.

Os proprietários só irão sofrer algum agravamento do IMI se os próprios ou as autarquias pedirem a reavaliação dos imóveis.

“Aquando da aprovação de novos zonamentos – o que nunca terá impacto em 2024 –, as revisões não se refletem direta e imediatamente no IMI a pagar, sendo apenas aplicados nos casos em que se verifique uma nova avaliação do imóvel, designadamente, a pedido do proprietário”, disse ao ECO fonte oficial do ministério liderado por Fernando Medina.

O ECO sabe que a atualização dos coeficientes do zonamento só deverá arrancar no próximo ano ou mais tarde. E os trabalhos só estarão concluídos lá para 2026, ano de eleições legislativas e de conclusão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Só quando este processo estiver concluído é que poderá ter impacto no aumento do IMI. E para que tal aconteça, “é necessário que o proprietário ou o município solicite a reavaliação dos imóveis”, explicou ao ECO Sara Almeida, fiscalista e sócia da Espanha e Associados, acrescentando que “tal pedido só pode ser feito se já tiverem decorridos três anos desde a última avaliação”.

(Notícia atualizada às 17h01)

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