Siza Vieira: Há mais interessados na compra da Efacec

  • Lusa
  • 4 Agosto 2020

"Tivemos já novas manifestações de interesse além daquelas entidades que apresentaram propostas no processo que anteriormente estava em curso", adiantou Siza Vieira.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, disse esta terça-feira à Lusa que houve novas “manifestações de interesse” para a aquisição do capital da Efacec que pertence ao Estado, além das propostas anteriormente conhecidas.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Tivemos já novas manifestações de interesse além daquelas entidades que apresentaram propostas no processo que anteriormente estava em curso“, disse à Lusa Pedro Siza Vieira no ministério da Economia e da Transição Digital, em Lisboa.

O ministro lembrou as empresas que apresentaram propostas ainda antes da nacionalização de 71,73% do capital da Efacec, presumindo que “continuarão interessadas”, embora o Governo tenha formalmente de abrir um processo de reprivatização.

“Também nos têm feito chegar manifestações de interesse de outros lados”, disse Pedro Siza Vieira, sem concretizar, mas sublinhando que agora a empresa nortenha “já não tem as mesmas dificuldades que estava a ter nos últimos tempos” devido à situação da sua antiga acionista maioritária, a empresária Isabel dos Santos. Assim, o número dois do Governo considerou que “a empresa até pode ser melhor valorizada pelo mercado”.

No dia 26 de junho, ainda antes de ser nacionalizada, a a Efacec anunciou ter recebido “cerca de uma dezena” de propostas não vinculativas de grupos industriais e fundos de investimento, nacionais e internacionais, para aquisição do capital de Isabel dos Santos na empresa.

Na semana seguinte, no dia 02 de julho, o Conselho de Ministros aprovou o decreto de lei para nacionalizar “71,73% do capital social da Efacec”, uma empresa nacional que “constitui uma referência internacional em setores vitais para a economia portuguesa”.

No mesmo dia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o diploma do Governo que nacionaliza a empresa Efacec, justificando a decisão, entre outras razões, pela “natureza transitória da intervenção”.

O Conselho de Administração da Efacec considerou que a nacionalização de 71,73% da empresa é “um claro reconhecimento” do “valor económico e estratégico” do grupo, permitindo “viabilizar a sua continuidade” e manter o seu “valor financeiro e operacional”. Dois dias depois, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que a nacionalização da Efacec não é para ser duradoura, defendendo que “quanto mais curta melhor”.

Pedro Siza Vieira afirmou, no dia 07 de julho, que o Estado está a “salvar uma empresa” e não “os financiadores e os acionistas” da Efacec e que o valor da indemnização não será suficiente para saldar a dívida de Isabel dos Santos.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Siza Vieira: Há mais interessados na compra da Efacec

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião