Universidades públicas reclamam 10 milhões para compensar redução de propinas

  • ECO
  • 22 Julho 2019

Propina máxima será de 856 euros no próximo ano letivo, menos 200 euros por aluno. Cruz Serra, reitor da UL, alerta que algumas instituições estão "preocupadas e nervosas" com quebra de receitas.

Os reitores das Universidades portuguesas vão exigir um reforço de 10 milhões de euros para lidar com a quebra das receitas com propinas no próximo ano letivo, avança esta manhã a Renascença. Ouvido pela rádio, o reitor da Universidade de Lisboa apontou que as universidades, “ao contrário do que já disseram alguns dirigentes do Bloco de Esquerda”, ainda não receberam qualquer compensação.

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De acordo com António Cruz Serra, alguns estabelecimentos de ensino estão “preocupadas e nervosos com a situação”, tendo aproveitado para apelar a que as transferências sejam feitas o mais depressa possível para se “evitar uma gestão em sobressalto da universidade pública”.

O valor máximo das propinas no Ensino Superior público vai fixar-se nos 856 euros no ano letivo de 2019/2020, conforme ficou decidido nas discussões do Orçamento do Estado para 2019, numa medida de que o Bloco de Esquerda reclamou a autoria. Para o partido de Catarina Martins, o objetivo para o próximo ciclo legislativo é acabar com as propinas.

Além dos bloquistas, também o próprio ministro do Ensino Superior já defendeu o fim das propinas, algo que considerou ser possível acontecer “nas próximas décadas” e que “tem de ser vista num processo de convergência com a Europa”. “O ensino superior é de facto uma obrigatoriedade e o seu acesso deve ser livre, sobretudo ao nível da formação inicial”, disse.

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