Preços do petróleo em alta com incertezas nas negociações
Brent, que serve de referência ao mercado europeu, está a subir 1,1%, para os 84,71 dólares por barril, após ter caído 7% na sessão anterior, atingindo o nível mais baixo em três semanas.
Os preços do petróleo já estão a subir esta terça-feira, após a queda acentuada registada na sessão anterior, impulsionados pelas preocupações de que o abastecimento do Médio Oriente continue em risco, já que uma resolução diplomática para o conflito entre os EUA e o Irão, que tem perturbado os embarques, continua a parecer improvável.
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Os futuros do Brent, que servem de referência ao mercado europeu, estão a subir 1,1%, para os 84,71 dólares por barril às 07h54, após terem caído 7% na sessão anterior, atingindo o nível mais baixo das últimas três semanas.
Já o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA está a subir 0,5%, para os 80,69 dólares por barril, depois de ter caído mais de 5% na sessão anterior, atingindo o seu nível mais baixo em quase uma semana.
Os preços caíram depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito no domingo que estava a adiar novos ataques ao Irão, e ter anunciado no dia seguinte que as negociações com o Irão iriam ser retomadas.
Esta terça-feira o tom já é menos otimista. Trump disse que decorrem “neste preciso momento” negociações com o Irão, apesar do desmentido de Teerão pouco antes, garantindo que estas conversações representam “a última oportunidade” para o país alcançar um bom acordo.
Numa troca de impressões com jornalistas na Casa Branca, na segunda-feira, Trump assegurou que os contactos se realizam “a pedido” de Teerão e com o “apoio” da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Qatar. “É a última oportunidade que os iranianos têm para assinar um bom acordo”, ameaçou.
Segundo Trump, as conversações incidem em particular sobre uma reabertura do estreito de Ormuz, possível “já amanhã”, de acordo com o Presidente. Antes, tinha criticado na sua rede Truth Social a “incrível duplicidade” dos dirigentes iranianos.
“Eles pedem um encontro (…), as conversações começam, outras estão previstas para um futuro imediato, e dizem, publicamente e com orgulho, que não têm qualquer discussão”, escreveu.
As negociações pretendem pôr fim à guerra e resolver as disputas sobre o controlo do estratégico Estreito de Ormuz — a via navegável estratégica, que liga os produtores de petróleo do Golfo aos mercados globais, era o canal por onde passava cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo bruto e gás natural antes do conflito.
“A magnitude da onda de vendas parece bastante exagerada, tendo em conta que ainda existe uma incerteza considerável. Já nos encontrámos nesta situação várias vezes anteriormente, apenas para ver as coisas desenrolarem-se de forma diferente”, afirmaram os analistas do ING numa nota, citada pela Reuters.
“E com o Irão a negar que estejam em curso quaisquer negociações e Trump a emitir avisos caso não se concretize qualquer acordo, o contexto deixa claramente margem para uma nova escalada”, acrescentam.
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