Pharol deixa de ser uma SGPS e passa a operar como sociedade anónima
A Pharol deixou de ser uma Sociedade Gestora de Participações Sociais (SGPS), passando a operar como sociedade anónima. A mudança visa dar à empresa maior flexibilidade jurídica e operacional.
A Pharol, anteriormente conhecida como Portugal Telecom, deixou de ser uma Sociedade Gestora de Participações Sociais (SGPS). A alteração foi comunicada esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), através de um comunicado em que a empresa liderada por Luís Palha da Silva informa que “a denominação social da Sociedade passou a ser PHAROL, S.A.”.
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“Na sequência da Assembleia Geral da Pharol realizada em 17 de abril, na qual foi aprovada a alteração dos seus estatutos – facto oportunamente comunicado ao mercado, nomeadamente no que respeita ao seu objeto social –, a Pharol deixou de se qualificar como sociedade gestora de participações sociais (SGPS), deixando igualmente de estar sujeita ao respetivo regime jurídico”, pode ler-se no comunicado enviado ao mercado.
Trata-se de um desfecho já esperado para uma empresa com reduzida atividade operacional e que gere essencialmente ativos problemáticos herdados da histórica Portugal Telecom (PT). A Pharol argumentava que as SGPS estão sujeitas a várias limitações e defendia, numa convocatória para a assembleia geral (AG) divulgada em março, que “a qualificação da empresa como SGPS deixou de refletir, de forma adequada, o posicionamento e a estratégia”.
A Pharol manter-se-á como uma Sociedade Anónima (SA), mas deixará de estar sujeita ao regime das SGPS, ganhando assim maior “flexibilidade jurídica e operacional”, segundo referia então a empresa.
Apesar de a assembleia geral ter sido realizada a 17 de abril, o processo só agora foi finalizado. “Após a aprovação desta deliberação, foram de imediato desencadeadas as diligências necessárias à promoção do respetivo registo junto da Conservatória do Registo Comercial, processo que se encontra agora concluído”, sublinha a Pharol.
A AG serviu ainda para aprovar os resultados de 2025, exercício em que a empresa cotada na Euronext Lisbon registou lucros de 2,1 milhões de euros. Os acionistas apreciaram também outras propostas destinadas a redefinir o rumo da empresa, cujo principal ativo continua a ser uma dívida de cerca de 800 milhões de euros da falida Rio Forte, da qual espera recuperar apenas aproximadamente 50 milhões de euros.
A Pharol está cotada na Euronext Lisboa e acumula uma valorização de 14,9% desde o início do ano. Esta quarta-feira, as ações da empresa seguem a cair 1,1%.
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