Reforma laboral. “Povo e as empresas estão do nosso lado”, diz Montenegro
O primeiro-ministro quer explicar aos portugueses que a reforma laboral "não é uma questão de teimosia ou falta de humildade, mas antes confiança no país”.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou esta sexta-feira que, nas alterações à Lei Laboral, as pessoas e as empresas estão do lado do Governo.
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“Nós precisamos de ser mais produtivos e por isso temos de ousar em mudar algumas coisas. Nós queremos mudar o mercado laboral para o tornar mais dinâmico e acabar com burocracias em excesso, respeitando os direitos dos trabalhadores. Toda a gente está com medo disso e refiro-me aos partidos políticos, porque eu sei que povo e as empresas estão do nosso lado, e povo tem sempre razão”, salientou o chefe do Governo.
O primeiro-ministro falava à margem da inauguração da 13.ª Festival do Vinho do Douro Superior que decorre até domingo, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda. Luís Montenegro reiterou que tem “de haver um Portugal que terá de haver consequência naquilo que é dito e nos compromissos firmados com as pessoas”.
“Defender reformas ou transformações estruturais no país e depois quando queremos avançar com elas, por mais ponderadas e equilibradas que sejam, como a Reforma Laboral, não resistem àquilo que é mais popular ou imediato” e querem “deixar tudo na mesma”, disse Luís Montenegro, numa referência aos principais partidos da oposição. “Nós precisamos de ser mais competitivos”, frisou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro quer explicar “aos portugueses que isto não é uma questão de teimosia ou falta de humildade, mas antes confiança no país”.
O primeiro-ministro defendeu ainda que a economia portuguesa se tem destacado por crescer mais do que a média da União Europeia, com uma situação financeira de equilíbrio, apesar de ter enfrentado algumas adversidades este ano.
“Naturalmente, este ano enfrentamos uma realidade que nos trouxe duas grandes adversidades: em primeiro lugar, um comboio de tempestades e, em segundo lugar, um crescendo na instabilidade internacional, em particular no Médio Oriente, com o aumento do preço dos combustíveis e outros e fatores de produção”, apontou o chefe do executivo. Luís Montenegro admitiu que “o desafio é enorme, mas não é português”.
“Seria muito bom para todos se fosse só em Portugal. É um desafio global. Nós temos capacidade, temos hoje uma economia resistente e resiliente. Temos uma visão de diversificação dos nossos mercados que potencia e mostra que somos capazes de ultrapassar este momento e tornar Portugal num país mais competitivo e atrativo”, vincou.
Esta sexta, o jornal Público escreve que as exportações portuguesas estão a desacelerar e fizeram soar alarmes em Bruxelas. A Comissão Europeia reforça alertas relativamente às exportações portuguesas: a perda de quota de mercado internacional já registada em 2025 pode prolongar-se por mais dois anos.
Para Luís Montenegro, para tornar Portugal mais atrativo é preciso investir em vários domínios, exortando o país a acompanhar o Governo. “Para tornar Portugal mais atrativo, para isso temos valorizado o trabalho, temos baixado os impostos sobre os rendimentos das pessoas, sobre as empresas para poderem investir mais. Temos um processo da reforma do Estado com as empresas e com mais agilidade, com mais rapidez e eficiência”, disse.
O primeiro-ministro tem ainda a perspetiva de ter um marcado laboral mais dinâmico, como fazem as economias mais robustas na Europa e no mundo, e uma visão transversal de valorização do setor primário e valorizar o que o património natural proporciona, com a agricultura, a floresta ou a pecuária e a pesca.
Luís Montenegro apontou ainda que Portugal foi o país que no seio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) teve uma maior valorização no rendimento das pessoas. “Isto é já o resultado deste caminho e queremos também que a nossa economia, tal como a europeia, possam ter ganhos de competitividade para poder ombrear nos mercados internacionais”, concluiu.
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