Exportações portuguesas caem mais de 6% no primeiro trimestre

  • Joana Abrantes Gomes
  • 29 Abril 2026

Quedas de 14,1% e 14,9% em janeiro e fevereiro, respetivamente, já apontavam para uma quebra das vendas de bens ao estrangeiro nos primeiros três meses de 2026. Importações, por sua vez, subiram 2,6%.

Num período marcado pelas tempestades que assolaram o país, atingindo sobretudo a região Centro, e o conflito no Médio Oriente, as exportações portuguesas de bens caíram 6,4% no primeiro trimestre deste ano em termos homólogos, enquanto as importações aumentaram 2,6%, o que, de acordo com a estimativa rápida divulgada esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), resultou num agravamento do saldo da balança comercial.

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Os dados do comércio internacional referentes aos primeiros dois meses de 2026 já faziam antever uma quebra na venda de bens ao estrangeiro nas estatísticas do primeiro trimestre: em janeiro, em cuja reta final chegaram as primeiras tempestades que fustigaram o país, as exportações registaram uma diminuição homóloga de 14,1%; em fevereiro, marcado pelo início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irão, o recuo atingiu os 14,9%.

Em março, o último mês do trimestre em análise, fizeram-se sentir os primeiros efeitos do conflito, que se estendeu a praticamente todo o Médio Oriente, região que é a maior produtora mundial de petróleo, pelo que a estimativa do INE divulgada esta quarta-feira já terá em conta a subida dos preços, em particular dos produtos derivados do crude.

Segundo o gabinete estatístico, quando excluídas as transações TTE — ou seja, as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade –, verifica-se um acréscimo nas exportações (+1,1%) e acentua-se o crescimento nas importações (+4,2%).

No último trimestre de 2025, registaram-se decréscimos em ambos os fluxos: -2,8% nas exportações (-3,6% sem TTE) e -4,2% nas importações (-3,1% sem TTE).

“Assim, no primeiro trimestre de 2026, observou-se um acentuar da trajetória de decréscimo das exportações e uma inversão da evolução das importações, resultando num agravamento do saldo da balança comercial”, conclui o INE.

Fonte: INE

(Notícia atualizada às 11h49)

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