Depois da chiclete e gillette, Via Verde entra oficialmente no dicionário

A Via Verde completa 35 anos e assinalou a data com um marco simbólico: a entrada no dicionário Infopédia da língua portuguesa em parceria com a Porto Editora. Agora, faz parte do léxico português.

É a Via Verde das autoestradas, a ‘Via Verde’ dos vistos para contratar imigrantes ou até a ‘via verde’ para os mais novos poderem sair à noite com amigos. Há cerca de três décadas que, diariamente, utilizamos ou ouvimos o nome da marca da Brisa para (quase) tudo menos passar menos a passagem rápida nos pórticos de pagamento. A partir desta sexta-feira, tem oficialmente via verde para usar a palavra para o que quiser.

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A Via Verde — a verdadeira — completa 35 anos e assinalou a data esta sexta-feira com um marco simbólico: a entrada no dicionário Infopédia da língua portuguesa em parceria com a Porto Editora. A expressão “Via Verde” passou então a integrar o léxico do português, tendo em conta que tem uma presença consolidada no quotidiano e na linguagem dos falantes da língua.

Segundo o dicionário, “Via Verde” é definida com o verbete: Sistema eletrónico que simplifica e agiliza a cobrança automática de valores devidos pela utilização de infraestruturas e/ou serviços, tais como portagens e estacionamento, entre outros.

A entrada no dicionário acontece porque o nome da empresa de pagamentos de portagens e estacionamento tornou-se mais do que um sistema para pagar automaticamente e passou a estar associada a rapidez, simplicidade e agilidade. A partir de agora, o termo via verde obtém reconhecimento formal, tal como aconteceu com insígnias internacionais como chiclete, jacuzzi, post-it ou gillette. O mesmo acontece, por exemplo, com as batatas portuguesas Pála-Pála, embora a marca não esteja nos livros.

“Ao longo de 35 anos, a Via Verde construiu um percurso assente na inovação, na facilidade e na agilidade. A entrada no dicionário é mais do que um reconhecimento simbólico, é um marco que reflete a capacidade de evoluir de um serviço funcional para uma referência no dia-a-dia, que agora faz também parte da cultura popular e da linguagem dos portugueses”, afirma o CEO da Via Verde, Eduardo Ramos.

Inevitavelmente, este reconhecimento reforça também a responsabilidade de continuar a antecipar necessidades e a desenvolver soluções que simplifiquem a vida dos utilizadores.

Eduardo Ramos

CEO da Via Verde

Para o Grupo Brisa, que detém a 100% a Via Verde, a empresa afirmou-se como “uma das inovações tecnológicas mais emblemáticas da mobilidade rodoviária em Portugal” por gerar maior fluidez na circulação na Europa, além de ter evoluído de um sistema de cobrança eletrónica de portagens para uma plataforma integrada de mobilidade.

Ou seja, além de estar presente em todos os sistemas de cobrança eletrónica de portagens em Portugal, cobrindo uma rede superior a 3.000 km, disponibiliza outros serviços, entre os quais o pagamento de estacionamento em mais de 60 municípios e o carregamento de veículos elétricos (Via Verde Transição Energética).

Em 2025, a empresa deu continuidade à expansão internacional, nomeadamente nos Países Baixos e com a aquisição da francesa Axxès, especializada em veículos pesados, que lhe permitiu expandir para 15 mercados europeus.

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