“Culpa não vai morrer solteira”. Seguro promete “fazer perguntas” sobre Kristin em Belém

“Comigo não haverá perguntas sem resposta. Devemos isso às vítimas do temporal e [a quem] tardou a ajuda por parte do Estado”, garante candidato, que acaba campanha a avisar para o "pesadelo" Ventura.

António José Seguro recusa fazer já uma avaliação política aos erros cometidos pelas autoridades do Estado na resposta às tempestades que assolaram o país na semana passada, mas promete que “a culpa não vai morrer solteira” caso seja eleito Presidente da República.

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“Vão, com certeza, haver relatórios. Além disso, eu vou fazer perguntas. Perguntas muito claras, objetivas e específicas a quem tem responsabilidades na proteção civil no nosso país. Ao primeiro-ministro? Vou fazer perguntas. E comigo não haverá nenhuma pergunta sem resposta. Devemos isso aos portugueses vítimas deste temporal e [a quem] tardou a ajuda por parte do Estado”, apontou.

Após visitar os escritórios do Porto da Sword Health, que há poucos dias comprou uma rival alemã por 285 milhões (e onde recebeu o apoio do CEO Virgílio Bento), repetiu que “há um momento da avaliação e outro do apoio e do socorro” e que “neste momento devemos concentrar todas as energias e esforços em acudir às pessoas e às empresas”. Mas deixou desde já implícita uma crítica ao Governo pela demora na chegada dos apoios ao terreno.

Questionado sobre se para trás ficaram longos dias em que o Executivo de Luís Montenegro pouco fez para a disponibilização rápida dessas ajudas públicas, dado só agora surgirem regras extraordinárias para desbloquear e acelerar esses instrumentos, o candidato respondeu: “é uma constatação”.

“O que disse desde o início, quando o Governo apresentou as suas medidas, era que era necessário que chegassem rapidamente às populações. Depois haverá o tempo das avaliações, mas para mim já é claro que o Estado português não está preparado para enfrentar intempéries desta natureza”, completou Seguro.

Dramatizar o voto e fechar a campanha em todo o país

Por outro lado, depois de três municípios já terem decidido adiar a votação da segunda volta das presidenciais para 15 de fevereiro, António José Seguro diz que não tem a “intenção” de ir fazer campanha para essas zonas do país que só votarão uma semana depois do previsto, alegando que “as pessoas têm informação suficiente” para decidir entre ele e André Ventura.

Já sobre a hipótese de, por causa desse adiamento do voto em alguns locais, poder não reclamar vitória no domingo à noite, preferiu insistir no apelo ao voto por “não [haver] eleições ganhas à partida e as sondagens não [elegerem] presidentes”.

“Seria um pesadelo terem na cabeça e no coração um candidato e, por não irem votar, terem uma surpresa desagradável no dia seguinte”, rematou o candidato apoiado pelo PS.

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