Novo apoio à Ucrânia vai custar 3 mil milhões anuais aos europeus

  • ECO
  • 19 Dezembro 2025

A União Europeia vai financiar o esforço de guerra da Ucrânia durante pelo menos dois anos através de um empréstimo comum de 90 mil milhões de euros.

A fatura para os contribuintes da União Europeia (UE) pode atingir os três mil milhões de euros por ano em juros dos empréstimos no âmbito do último plano para aumentar a dívida e financiar a defesa da Ucrânia contra a Rússia, avança esta sexta-feira o jornal Politico.

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Os líderes da UE chegaram, na madrugada desta sexta-feira, a acordo para angariar 90 mil milhões de euros nos próximos dois anos, com o apoio do orçamento da UE, para garantir que os cofres de guerra de Kiev não se esvaziam em abril. Em causa está o facto de a Ucrânia enfrentar um défice de 71,7 mil milhões de euros no próximo ano e precisa de fundos para garantir a sua sobrevivência, depois de o presidente russo ter prometido manter o conflito.

Vladimir Putin reafirmou que a Rússia vai atingir os objetivos militares na Ucrânia, apesar do acordo alcançado durante a cimeira europeia. “As nossas tropas avançam em toda a linha de contacto (…). O inimigo recua em todas as direções”, congratulou-se, durante o balanço do ano aos jornalistas, que se prolongou durante quatro horas e meia, em Moscovo.

As declarações surgiram pouco depois de a UE ter decidido financiar o esforço de guerra da Ucrânia durante pelo menos dois anos através de um empréstimo comum de 90 mil milhões de euros, sem recorrer aos ativos russos, que permanecerão congelados na Europa até que Moscovo pague as reparações a Kiev.

No entanto, a República Checa, a Hungria e a Eslováquia não se juntarão aos outros 24 países da UE na partilha do encargo da dívida, mas concordaram em não travar as necessidades de capital da Ucrânia.

No início da próxima semana, a Comissão Europeia irá propor uma cooperação reforçada, dando aos 24 países uma plataforma jurídica para contraírem dívida conjunta, segundo o mesmo jornal.

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