Marcelo recebe Ordens Profissionais para falar de diploma enviado para o Constitucional
O Presidente da República vai receber esta terça-feira as Ordens Profissionais sobre a nova lei que foi recentemente aprovado pela AR e que procede à revisão do seu regime jurídico.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai receber esta terça-feira, dia 7 de fevereiro, pelas 19 horas, as Ordens Profissionais existentes no país. Em causa está a nova lei que foi aprovada pela Assembleia da República e que procede à revisão do regime jurídico das Ordens Profissionais. Diploma esse que já foi enviado por Marcelo ao Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva.
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As 20 Ordens Profissionais existentes no nosso país (17 das quais fazem parte do Conselho Nacional das Ordens Profissionais – CNOP) também serão ouvidas pela Provedora da Justiça, Maria Lúcia Amaral.
O CNOP sublinhou que vai aplaudir junto de Marcelo o pedido ao Tribunal Constitucional (TC) de apreciação preventiva de constitucionalidade desta lei. “Revendo-se este Conselho no argumento de ser inconstitucional a diminuição da autonomia que a Constituição reconhece às Ordens Profissionais”, refere o António Mendonça, presidente do CNOP.
Entre os pontos que serão abordados pelo CNOP está a preocupação com a redução da autonomia das Ordens, que pode “prejudicar a sua defesa do interesse público”; o repúdio pela “diminuição imposta ao funcionamento democrático das Ordens” e nas condições de autorregulação de profissões qualificadas; e rejeição das pressões que já estão a ser feitas para condicionar o TC, na sua apreciação da constitucionalidade deste diploma, associando a sua entrada em vigor ao desbloqueamento de fundos do PRR.
No dia 1 de fevereiro, Marcelo Rebelo de Sousa enviou para o Tribunal Constitucional o pedido de fiscalização preventiva do decreto do Parlamento que altera o regime jurídico das associações públicas profissionais.
Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República, o chefe de Estado “considera que o decreto da Assembleia da República suscita dúvidas relativamente ao respeito de princípios como os da igualdade e da proporcionalidade, da garantia de exercício de certos direitos, da autorregulação e democraticidade das associações profissionais, todos previstos na Constituição da República Portuguesa”.
“Tendo em atenção a certeza e a segurança jurídicas, o Presidente da República decidiu submeter a fiscalização preventiva de constitucionalidade pelo Tribunal Constitucional, o decreto da Assembleia da República que altera a legislação relativa às associações profissionais e o acesso a certas profissões reguladas”, lê-se na nota.
Este decreto foi aprovado em votação final global em 22 de dezembro, com votos favoráveis de PS, Iniciativa Liberal e PAN, votos contra de PSD, Chega e PCP e abstenções de BE e Livre.
O projeto de lei relativo às ordens profissionais, que altera questões como as condições de acesso a algumas profissões (advogado, contabilista ou médico), introduz estágios profissionais remunerados e cria uma entidade externa para fiscalizar os profissionais, acabou mesmo por ser aprovado pelo Parlamento, a 22 de dezembro. Alterações que geraram polémica até ao fim, com PSD e PCP a insistirem nas críticas ao texto em declarações de voto orais no final das votações.
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