Microsoft estuda novo escritório fora de Lisboa e quer recrutar mais de 200 pessoas

Trabalhadores estão a regressar ao escritório em modelo híbrido. Metade do tempo de trabalho poderá ser assegurado de forma remota.

Microsoft Portugal: fotografias de interior apos as obras de remodelacao do escritorio (Junho 2019)

A Microsoft Portugal está a estudar localizações para a abertura de novos escritórios em Portugal, fora de Lisboa. A tecnológica, que está neste momento a fazer regressar os mais de 1.400 trabalhadores ao escritório num modelo híbrido de trabalho, quer recrutar também mais de 200 colaboradores.

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“O estudo que vamos iniciar visa ver as possibilidades de expansão dos escritórios Microsoft”, adianta Paula Panarra, diretora-geral da Microsoft Portugal, num encontro digital com jornalistas. A responsável não adiantou, no entanto, potenciais futuras localizações dos novos espaços — a juntar aos dois escritórios da tecnológica em Lisboa –, nem uma data para uma tomada de decisão sobre a matéria, nem mesmo o investimento previsto.

A decisão é conhecida num momento em que a companhia, depois de meses com muitos dos colaboradores a trabalhar de forma remota, começou desde segunda-feira a fazer regressar as equipas aos escritórios num regime híbrido. Um “soft opening“, diz Paula Panarra, num modelo standard em que “até 50% do trabalho (do colaborador) pode ser feito remotamente, sem necessidade de qualquer tipo de aprovação. Para uma percentagem superior terá de ser aprovado pela linha de reporte”.

A flexibilidade vai ser fator fundamental para atrair e reter talento.

Em Portugal, a empresa não vai exigir vacinação aos colaboradores, ao contrário do que foi decidido nos Estados Unidos, cumprindo-se a lei nacional, refere Panarra, mas implementou um conjunto de medidas para garantir a segurança e saúde dos colaboradores, como um questionário de verificação do estado de saúde, a marcação de lugar, a utilização obrigatória de máscara em toda a permanência no escritório, o distanciamento de dois metros e a higienização constante das áreas de trabalho.

Modelo híbrido: o modelo de trabalho do futuro

O futuro na Microsoft passa por uma maior flexibilidade do modelo de trabalho, com foco no híbrido. “Vai ser o modelo do futuro”, garante Paula Panarra, referindo-se ao modelo que mistura componentes de trabalho presencial e remoto. “A flexibilidade vai ser fator fundamental para atrair e reter talento”, diz ainda.

Neste momento, a companhia já tem mais de 1.400 colaboradores em Portugal, dos quais cerca de 20% de outras origens geográficas, uma subida de 200 pessoas face há um ano. “Desde o início da pandemia contratamos 440 colaboradores e temos em aberto 218 posições nas mais variadas funções”, revela.

Em novembro do ano passado, a companhia, no memorando de entendimento assinado com o Governo, tinha-se comprometido a criar 1.500 postos de trabalho até 2022. “Com o que já contratamos e esperamos contratar acredito que iremos superar isso”, diz Panarra, mas não adiantou uma nova meta.

Paula Panarra reconhece a dificuldade, já manifestada por outras tecnológicas, na oferta de talento disponível e tem vindo a trabalhar ao nível da formação e capacitação, tendo, através do programa Global Skills Inititative, desde junho do ano passado, ajudado 271 mil portugueses a adquirir competências digitais nas mais variadas áreas de qualificação. O objetivo inicial era capacitar até 100 mil pessoas em todo o país o ano passado. Até ao final do ano, a companhia quer capacitar 300 mil pessoas.

“Não podemos esperar pela próxima geração de estudantes para colmatar a falta de talento disponível”, diz.

Inclusão: 2% da força de trabalho com deficiência até 2023

Depois de, nos últimos dois anos, a empresa ter criado em Portugal, grupos internos para responder aos temas da diversidade e inclusão, como o GLEAM (Global LGBTQI+ Employees and Allies at Microsoft”), que conta já com 60 membros, e o BAM (Blacks at Microsoft), que integra 32 membros, a Microsoft lançou grupo Disability para uma maior integração e inclusão de pessoas com deficiência.

A iniciativa pretende capacitar o tecido empresarial e a economia para uma maior integração de pessoas com deficiência no trabalho, através do desenvolvimento de uma geração de tecnologia mais acessível, refletida nos produtos da Microsoft e nas ferramentas e serviços que apoiam os programadores de software e fornecedores portugueses. O objetivo é chegar a 2% da força de trabalho de pessoas com deficiência em Portugal, até 2023.

Buildling The Future de regresso

A empresa anunciou ainda o lançamento da 4.ª edição do Building the Future, a realizar-se entre os dias 26 e 28 de janeiro de 2022. O evento, que decorrerá sobretudo em formato digital, reúne alguns dos mais importantes decisores, líderes, profissionais da área tecnológica, tem já Mo Gawdat, autor do best-seller Solve for Happy e do novo livro Scary Smart; Nicholas Haan, coordenador na Singularity University e copresidente de um Grupo de Trabalho de Tecnologia Avançada para as Nações Unidas, que está a lançar uma iniciativa para o arranque das alterações climáticas; e Ivana Tilca, atualmente Innovation Evangelist no 3XM Group e Microsoft MVP em Inteligência Artificial, que irá fazer uma Demonstração do Microsoft Mesh, como oradores.

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