Rubio vai visitar países do Golfo durante negociações com Irão
O secretário de Estado norte-americano visitará a partir de terça-feira três países do Golfo Pérsico, passando os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Bahrein até quinta-feira.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, visitará a partir de terça-feira três países do Golfo Pérsico, enquanto decorrem negociações de paz com o Irão para pôr definitivamente fim à guerra no Médio Oriente.
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Na sua primeira viagem ao Médio Oriente desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, Rubio deslocar-se-á aos Emirados Árabes Unidos, ao Kuwait e ao Bahrein até quinta-feira, indicou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, num comunicado.
O chefe da diplomacia norte-americano debaterá com os aliados dos Estados Unidos no Golfo “o memorando de entendimento com o Irão, os esforços visando garantir a circulação livre, segura e sem entraves no estreito de Ormuz, bem como a importância da paz e da estabilidade na região”, precisou a mesma fonte.
No Bahrein, na quinta-feira, participará numa reunião do Conselho de Cooperação do Golfo para discutir as prioridades comuns a toda a região.
Os países do Golfo Pérsico pagaram um preço elevado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, tendo sido alvo de retaliações iranianas numa guerra que não desejavam.
As negociações iniciais entre Washington e Teerão começaram no domingo, na Suíça, fragilizadas pelos ataques israelitas no Líbano nos últimos dias.
Rubio tem pela frente a difícil tarefa de restaurar a confiança com estes Estados do Golfo, cujo aliado de longa data norte-americano se revelou pouco fiável.
O memorando de entendimento dá aos negociadores 60 dias para chegarem a um acordo final, o que prolonga um período de incerteza, numa altura em que as monarquias petrolíferas fizeram da estabilidade um dos seus principais argumentos para atrair empresas, capital e turistas.
Os líderes do Golfo mantêm há muito relações próximas com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e prometeram investir milhares de milhões de dólares nos Estados Unidos.
Mas os especialistas observam que os países do Golfo Pérsico tiveram de agir praticamente sozinhos perante a retaliação iraniana, que visou não só as bases norte-americanas nos seus territórios, mas também infraestruturas e empresas.
O Irão acusou o Kuwait e o Bahrein, que acolhe a 5.ª Frota norte-americana, de permitirem que os Estados Unidos utilizem o seu território para lançar ataques.
Teerão anunciou também no sábado um novo encerramento do estreito de Ormuz em resposta aos ataques israelitas no Líbano.
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