Benfica prepara acordo com a Nos que rende mais de 50 milhões por ano até 2028

As negociações da Benfica SAD e da Nos para os direitos televisivos das próximas duas épocas não implicam qualquer antecipação dessas receias, como aconteceu no passado.

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  • A Benfica SAD e a Nos estão em negociações para um novo acordo de direitos televisivos, que abrange as épocas 2026/27 e 2027/28, antes da centralização prevista para 2028/29.
  • O Benfica deverá receber mais de 50 milhões de euros por época pelo novo contrato, superando os 40 milhões anuais do acordo anterior.
  • O acordo é crucial para a estratégia financeira do Benfica, visando aumentar receitas e reduzir passivo, apesar de não atingir as metas inicialmente desejadas.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A Benfica SAD e a Nos confirmaram esta segunda-feira que se encontram em negociações para a celebração de um acordo de direitos televisivos referente às próximas duas épocas desportivas — 2026/27 e 2027/28 –, antes de ter lugar no futebol português a centralização dos direitos televisivos.

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A confirmação surge por comunicados das duas entidades enviados esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), dois dias depois de o Record ter avançado que a renovação estaria concluída e que o Benfica iria receber mais de 100 milhões de euros no total das duas temporadas, o que equivale a mais de 50 milhões por época.

A parceria entre a Nos e o Benfica iniciou-se em 2016/17, quando a operadora fechou um contrato de 400 milhões de euros válido por dez anos (40 milhões de euros por época ou 48 milhões de euros aos preços atuais atualizados pela inflação).

Esse acordo garantia não apenas os direitos de transmissão dos jogos em casa da equipa principal na Liga portuguesa, mas também espaços de publicidade e a exclusividade de distribuição do canal Benfica TV e a transmissão das modalidades do clube — pontos que acabaram por ser revistos no seguimento de um acordo de todos os operadores com a SporTV).

Em outubro, numa grande entrevista ao ECO, Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD, revelou que o clube tinha na altura “duas propostas montadas, não aprovadas, mas prontas a serem assinadas” por valores acima dos 50 milhões de euros por ano.

O acordo atual termina a 30 de junho deste ano, tornando necessária uma renovação, e assume especial relevância por cobrir as duas últimas épocas antes da entrada em vigor da centralização dos direitos televisivos do futebol português, prevista para 2028/29.

Em outubro, numa grande entrevista ao ECO, Nuno Catarino, CFO da Benfica SAD, revelou que o clube tinha na altura “duas propostas montadas, não aprovadas, mas prontas a serem assinadas” por valores acima dos 50 milhões de euros por ano.

O responsável financeiro pela SAD benfiquista explicou que uma das propostas assentava num modelo de negócio mais tradicional, enquanto a outra envolvia “operadores mais inovadores no sentido que não têm presença estabelecida no mercado”, o que implicaria “discussão de variáveis que depende de assinantes” e do que esse operador poderia oferecer ao clube da Luz como ponto de partida.

Na altura, Nuno Catarino mostrou-se mais inclinado no Benfica poder ir para a oferta mais tradicional (da Nos), simplesmente porque dois anos de contrato ser um prazo muito curto para qualquer “nova” marca montar um business plan de angariação de clientes, numa indústria que precisa de algum tempo para consolidar clientes em redor de um produto novo.

Nuno Catarino foi perentório ao garantir que não haverá antecipação de receitas do novo contrato de direitos televisivos, como aconteceu no passado.

Os direitos televisivos constituem uma das rubricas centrais na estratégia financeira traçada por Rui Costa e Nuno Catarino para os próximos anos, para fazer crescer as receitas consolidadas do Benfica para 500 milhões de euros e reduzir o passivo em 100 milhões nos próximos cinco anos. O plano apresentado aos sócios assenta numa operação corrente (sem transação de jogadores) a crescer 53%, passando dos atuais 290 milhões de euros para 445 milhões projetados.

Na mesma entrevista ao ECO, Nuno Catarino foi perentório ao garantir que não haverá antecipação de receitas do novo contrato de direitos televisivos, como aconteceu no passado. “Não queremos voltar a esse caminho. A prioridade em termos de dívida é ter dívida líquida financeira o mais aborrecida possível, aquela que fica ali no balanço“.

A concretização deste acordo permite à SAD encarnada resolver uma das questões financeiras em aberto a curto prazo, garantindo receitas acima dos 50 milhões anuais num período crítico que antecede a incerteza da centralização. A Nos, por seu turno, mantém a ligação aos direitos do clube com maior número de adeptos em Portugal e assegura a exclusividade como parceiro tecnológico e de telecomunicações das águias.

Embora os valores oficiais não tenham sido divulgados e o acordo ainda não esteja formalizado, as negociações apontam para um desfecho que fica aquém da fasquia dos 70 milhões de euros anuais ambicionada por Rui Costa, expressa durante a última campanha eleitoral, mas que representa uma valorização face ao contrato em vigor.

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