SURE avança, mas ainda falta a “luz verde” dos 27 Estados-membros
As ajudas do SURE estão dependentes de aprovação interna pelos países e da assinatura das garantias. Bruxelas apela os Estados-membros a concluírem os procedimentos internos de aprovação deste regime.
O SURE é o novo regime temporário proposto pela Comissão Europeia, e aprovado pelos 27, para salvaguardar postos de trabalho no quadro da crise económica provocada pela pandemia de coronavírus.
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Mas os apoios no âmbito deste programa só estarão disponíveis quando todos os Estados-membros tiverem concluído os respetivos procedimentos nacionais e assinado os acordos das garantias com a Comissão. Alguns países têm que passar por um complexo processo interno de aprovação, que envolve os respetivos parlamentos, antes de poderem assinar as garantias.
“Estamos confiantes de que os Estados-membros vão proceder, tão rapidamente quanto os procedimentos nacionais lhes permitem, para completar os seus acordos de garantias com a Comissão. Apelamos todos os Estados-membros a concluírem o processo o mais rapidamente possível“, afirma ao ECO um porta-voz do executivo comunitário.
“O empréstimo do SURE não está ainda disponível. Só ficará disponível quando todos os Estados-membros aprovarem as respetivas garantias que dependem de procedimentos internos”, sublinha igualmente fonte do Ministério das Finanças ao ECO. “A estimativa é que esteja disponível em meados de junho mas na altura o empréstimo poderá cobrir as despesas já realizadas anteriormente”, acrescenta.
O SURE constitui uma das três redes de segurança do pacote europeu de resposta de emergência à crise. Deverá providenciar até 100 mil milhões de euros em empréstimos em condições favoráveis aos Estados-membros, para os ajudar a financiar medidas de combate ao desemprego, como os regimes nacionais de redução do tempo de trabalho.
A fim de prestar assistência financeira aos Estados-membros em condições favoráveis, a Comissão deverá obter fundos nos mercados de capitais internacionais em nome da União Europeia. Os empréstimos ao abrigo do SURE serão caucionados pelo orçamento comunitário e pelas garantias dadas pelos Estados-membros em função da sua quota‑parte no RNB (rendimento nacional bruto) da UE.
Recentemente, o ministro do Planeamento admitiu que as ajudas do SURE só estariam disponíveis em setembro. “Aquilo que sucede é que pensávamos que o instrumento seria rapidamente disponibilizado, e que o dinheiro iria entrar mais rapidamente nos cofres. Mas as últimas perspetivas é que apenas seja disponibilizado em setembro”, o que já “vem complicar as contas“, explicou Nelson de Souza.
Quando todos os 27 derem as suas garantias o SURE fica operacional até 31 de dezembro de 2022. Os 27 podem decidir prorrogar o período de vigência, de cada vez por um novo período de 6 meses, se então a gravidade da situação económica causada pela pandemia persistir.
Qualquer um dos 27 pode recorrer a este instrumento, mas o SURE será uma importante rede de segurança para os trabalhadores dos países mais afetados pela pandemia.
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