Juízes querem que distribuição de processos seja investigada
A direção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses solicitou ao Conselho Superior de Magistratura uma investigação para averiguar a distribuição de processos no Tribunal da Relação.
A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) quer que o Conselho Superior de Magistratura faça uma investigação de forma a averiguar a distribuição de processos no Tribunal da Relação de Lisboa. Para os juízes só assim será possível “tranquilizar os cidadãos”.
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“É essencial apurar se houve escolha de processos para juízes ou de juízes para processos, por razões desviadas e fora das regras que determinam a distribuição aleatória, se essa escolha, a ter ocorrido, teve influência na decisão final e, se for esse o caso, quem tomou essas decisões e porquê”, refere em comunicado a ASJP.
A Associação de Juízes solicita assim que o Conselho Superior de Magistratura atue em “conformidade, instaurando procedimentos disciplinares adequados, fazendo as necessárias participações criminais ao Ministério Público e prestando informação pública completa”.
A direção da ASJP considera que só desta forma é possível “tranquilizar os cidadãos sobre a confiança e transparência e integridade do sistema de Justiça”.
A ASJP tomou publicamente esta posição após o ex-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Vaz das Neves, ter sido constituído arguido, no processo Operação Lex. A Operação Lex tem atualmente mais de uma dezena de arguidos, entre os quais o funcionário judicial do TRL Octávio Correia, o advogado Santos Martins, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, João Rodrigues.
O processo Operação Lex foi conhecido a 30 de janeiro de 2018, quando foram detidas cinco pessoas e realizadas mais de 30 buscas. Esta investigação teve origem numa certidão extraída do processo Operação Rota do Atlântico, que envolveu o empresário de futebol José Veiga.
O caso Operação Lex está a ser investigado pela magistrada do Ministério Público junto do Supremo Tribunal de Justiça Maria José Morgado.
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