1.300 emigrantes voltaram a Portugal ao abrigo do programa Regressar

  • Lusa
  • 11 Fevereiro 2020

O número de emigrantes que voltaram a Portugal ao abrigo do programa Regressar foi de, pelo menos, 1.300, estimou o Governo. A medida vai ser alargada a quem quiser começar um negócio.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, anunciou esta terça-feira que o número de emigrantes que regressou a Portugal ao abrigo do programa Regressar é de “pelo menos 1.300 pessoas”, avaliando pelas retenções mensais na fonte.

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“As retenções na fonte comunicadas permite dizer que pelo menos 1.300 pessoas já vieram para Portugal ao abrigo deste regime fiscal, o que é um bom número, mas só quando os contribuintes entregarem o IRS de 2019, dentro de algum tempo, será possível ter o número certo”, disse o governante, na sessão de abertura da apresentação do balanço do programa Regressar.

Até julho, 1.705 pessoas candidataram-se às medidas de apoio aos emigrantes que decidiram regressar a Portugal, anunciou também o Governo, com quase 70% destas pessoas a emigrarem entre 2011 e 2015.

“No âmbito do Programa Regressar, o Instituto do Emprego e Formação Profissional [IEFP] recebeu, até ao dia 9 de fevereiro, um total de 806 candidaturas à medida de apoio ao regresso de emigrantes, que abrangem um total de 1.705 pessoas”, lê-se numa nota divulgada pelo Governo na apresentação do balanço e perspetivas do programa.

Na nota, o executivo diz que 68% das pessoas que agora tencionam regressar saíram de Portugal entre 2011 e 2015, com 47% dos candidatos a terem o ensino superior e 80% até 44 anos. Por outro lado, acrescenta-se na nota, “inscreveram-se para procura de emprego na plataforma do IEFP com o motivo ‘regresso a casa’ cerca de 3.500 pessoas”.

Entre as principais alterações ao programa Regressar, cuja regulamentação já foi publicada em Diário da República em 3 de fevereiro, o Governo destaca o alargamento do universo de candidaturas para as pessoas com contratos a termo com duração inicial de pelo menos seis meses e o aumento dos apoios financeiros.

“Assim, os montantes máximos de apoio, que antes se fixavam em 6.582 euros, passam agora a ser de 7.201 euros, e foi também criada uma majoração de 25% para os candidatos que se fixem no interior do país, pelo que o montante máximo de apoio é, nestes casos, de 7679 euros”, lê-se na informação hoje distribuída.

Segundo o Governo, “em apenas uma semana após a entrada em vigor destas alterações, foram aprovadas 12 candidaturas de emigrantes que se vão fixar no interior e beneficiam desta majoração”.

O programa Regressar pretende ajudar os emigrantes a voltar a Portugal, oferecendo um apoio inicial para as despesas de regresso e uma redução de 50% no valor que teria de ser pago em sede de IRS, entre outras medidas.

Programa será alargado a quem quiser começar um negócio

O secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, Miguel Cabrita, anunciou ainda que o programa Regressar vai também abranger quem queira começar o seu negócio em Portugal e quem tem contrato a termo.

“O programa tinha até agora como beneficiários elegíveis apenas pessoas que regressavam com contratos sem termo, na perspetiva de privilegiar o emprego estável”, disse o governante, apontando que “verificou-se que estas pessoas estavam a ser duplamente prejudicadas, com mais risco e mais insegurança, por uma escolha que não era delas”.

Por isso, acrescentou, o programa irá também dar apoios para a criação do próprio emprego, a pessoas que não são investidores nem trabalhadores por conta de outrem, e que gostariam de regressar por conta própria e não tinham um apoio específico, que passará a existir ainda no primeiro semestre”, salientou o governante.

Por outro lado, continuou, “a partir de agora, o programa vai beneficiar também as pessoas que regressam com contrato a termo, e depois que possa ser convertido em contrato sem termo”, disse Miguel Cabrita, apontando que “era um imperativo de justiça”.

Falando na sessão de abertura da apresentação de resultados e perspetivas deste programa, o governante disse ainda que entre as alterações em preparação está um “aumento do apoio em sede de emprego, o alargamento dos valores ao transporte de mercadorias, bens e viagens, que são despesas pesadas, uma majoração maior por elemento do agregado familiar e a majoração dos valores para quem regressa para o interior”.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h25)

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