Governo reforçou cativações em 400 milhões em junho. Ainda tem mil milhões congelados
Com o decreto-lei de execução orçamental em junho, o ministro das Finanças engordou as cativações em 400 milhões de euros para 1.473 milhões. Até setembro, libertou apenas 422,8 milhões.
O ministro das Finanças reforçou o montante total de despesa congelada através de cativações e da criação da reserva orçamental em 400 milhões de euros, em junho, quando aprovou o decreto-lei de execução orçamental. Este reforço permitiu engordar as cativações para 1.473 milhões de euros, dos quais 1050,2 milhões de euros ainda se encontravam congelados em setembro.
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Os números constam do boletim de execução orçamental publicado esta terça-feira pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).
O montante de reforço das cativações introduzido em junho com a aprovação do decreto-lei de execução orçamental ainda não era conhecido porque na atualização de informação sobre cativações, que aconteceu em agosto, a DGO considerou apenas as regras de disciplina orçamental introduzidas com o Orçamento do Estado.
O decreto-lei de execução orçamental foi aprovado no Conselho de Ministros de 6 de junho mas só entrou em vigor em 29 de junho. O Expresso noticiou na altura que a demora na aprovação do decreto-lei se relacionou com a intenção de o adiar para depois das eleições europeias, que aconteceram a 26 de maio.
Desta forma, os montantes de reforço de cativações só foram conhecidos esta terça-feira, já depois das eleições legislativas que se realizaram a 6 de outubro.
O boletim que a DGO publicou mostra também a despesa congelada que entretanto foi libertada. Dos 1.473 milhões de euros de cativações e reserva orçamental, Mário Centeno conservava no final de setembro poder sobre a maior parcela — no caso 1.050,2 milhões de euros.
Este nível significativo de cativações acontecia ao mesmo tempo que o Governo apresentava um excedente orçamental superior a 2.000 milhões de euros, que encolheu para 1.000 milhões em outubro.
O Governo espera chegar ao final do ano com um défice de 0,1% do PIB, revelou o Ministério das Finanças em outubro quando enviou para Bruxelas o draft do Orçamento do Estado para 2020.
Em 2018, o Ministério das Finanças arrancou o ano com cativações globais de 1.086,3 milhões de euros que foram reforçadas para 1.505,1 milhões de euros com o decreto-lei de execução orçamental. Em setembro, as cativações ainda somavam 1.138,6 milhões de euros.
No ano passado, o Governo fechou o ano com um défice de 0,4% do PIB, mais um valor recorde em democracia.
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