José de Mello e Arcus negoceiam venda de 80% da Brisa
Os dois maiores acionistas da Brisa estão em contacto com potenciais interessados em adquirir a maioria do capital da Brisa. O objetivo é fechar o negócio até junho do próximo ano.
O Grupo José de Mello e a Arcus estão à procura de compradores para a Brisa. Os dois principais acionistas já mandataram bancos para contactarem potenciais interessados em adquirir até 80% do capital da empresa, avança o Jornal de Negócios (acesso pago), que refere ainda que o negócio deverá ficar concluído no final do primeiro semestre do próximo ano.
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“O Grupo José de Mello decidiu vender parte da sua participação na Brisa, num processo de venda conjunto com o fundo Arcus, seu atual parceiro acionista, através da venda de dois blocos acionistas, representativos, cada um, de cerca de 40% dos direitos de voto“, disse uma fonte oficial da Brisa ao Negócios.
Recorde-se que o ECO avançou em junho, no ECO Insider, com a notícia da intenção da Arcus de sair do capital da Brisa. E já então, o grupo Mello estava também a avaliar se seguiria a mesma opção — isto depois de a José de Mello ter deixado passar o prazo para exercer o chamado right of first offer, ou o direito de fazer a primeira oferta no processo de compra da posição acionista do fundo Arcus.
Os bancos que representam cada um dos acionistas — Rothschild e Caixa BI da Brisa e Morgan Stanley e o Millennium BCP Investment Banking do Arcus — já iniciaram os contactos com potenciais investidores e a operação deverá estar concluída até ao final do primeiro semestre de 2020. O ECO avançou que a avaliação da Brisa rondará os dois mil milhões de dólares, cerca de 1,77 mil milhões de euros.
Recentemente, a Reuters avançou que o francês Ardian e os australianos Macquarie e IFM são os dois fundos que estão a preparar ofertas, a par da empresa espanhola GlobalVia. Além destes, há ainda um operador rodoviário atento à operação.
Com esta operação, o Grupo de José de Mello vai abandonar o controlo da empresa, mas pretende “iniciar um novo ciclo de parcerias para o seu principal ativo, continuando como acionista de referência, com uma participação de cerca de 20%“.
O Grupo José de Mello tem atualmente 52,8% do capital da Brisa, 30% diretamente e 55% através da Tagus Holding, enquanto a Arcus Infrastructure Partners detém diretamente 19,09% do capital e ainda 45% da Tagus.
Entre as várias concessões detidas pela Brisa, a mais relevante é a Brisa Concessões Rodoviárias, que gere 12 autoestradas, entre as quais a A1 e a A5, e lucrou 166,8 milhões de euros em 2018, um crescimento de 23,5% face ao ano anterior.
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