Investimento em imobiliário comercial com “novo recorde histórico”

  • Lusa
  • 3 Janeiro 2019

O investimento em imobiliário comercial “atingiu um novo recorde histórico” em 2018, com um valor estimado de 3.000 milhões de euros, informou hoje a consultora Cushman & Wakefield.

O investimento em imobiliário comercial “atingiu um novo recorde histórico” em 2018, com um valor estimado de 3.000 milhões de euros, informou hoje a consultora Cushman & Wakefield.

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Segundo as informações hoje divulgadas, em comunicado, até ao dia 30 de dezembro estavam confirmados mais de 2.800 milhões de euros transacionados em imobiliário comercial, uma subida de 33% face ao ano anterior.

Os investidores estrangeiros representaram quase 94% do volume de investimento em Portugal, acrescentou a consultora, que precisou que cerca de 70% do capital estrangeiro teve origem na Europa, “com as casas de investimento francesas a alocarem a maior parcela de capital ao imobiliário português, 765 milhões de euros”.

Seguiram-se os espanhóis (580 milhões de euros) e os britânicos (500 milhões de euros).

“O setor de retalho, nomeadamente de centros comerciais, esteve particularmente ativo, atraindo 52% do volume total, mais de 1.400 milhões de euros. Seguiu-se o setor de escritórios com 35% do total investido, cerca de 950 milhões de euros”, ou seja, máximos históricos em termos de volume de investimento, refere a Cushman & Wakefield.

“O setor hoteleiro surge, pela segunda vez na história, como o terceiro segmento de imobiliário comercial mais atrativo, tendo captado para o nosso país 8% do total investido, mais de 200 milhões de euros. Este valor apenas foi ultrapassado em 2015, quando se transacionaram mais de 280 milhões de euros”, lê-se.

Na atividade de promoção e reabilitação urbana, a perspetiva é de um investimento de 2.000 milhões de euros, distribuídos por mais de 50 negócios.

Citado em comunicado, Eric van Leuven, diretor-geral da consultora em Portugal, enumerou os recordes do ano passado: volume de transações de investimento, absorção de escritórios, atividade do retalho de rua, dimensão dos negócios, e nível das taxas de rentabilidade.

A consultora Cushman & Wakefield em Portugal registou o “novo melhor resultado de sempre, com todos os departamentos a excederem os objetivos”, acrescentou o responsável.

Quanto a 2019, o responsável comentou que “as perspetivas são otimistas” e que o “ano será muito positivo, ainda que possivelmente a preços um pouco mais moderados”.

“A atividade de investimento vai manter-se extremamente dinâmica: as nossas estimativas apontam para mais de 2.800 milhões de euros de transações já em ‘pipeline’ para 2019”, acrescentou van Leuven, que antecipou a valorização do imobiliário comercial “mais por via da subida das rendas, do que pela descida das ‘yields’”.

Outra nota deverá ser a “retoma muito acentuada da promoção imobiliária” e a uma intensa atividade de investimento em segmentos denominados “alternativos”, como hotéis e residências para estudantes.

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