Marcelo adverte que ciclos económicos estão “mais curtos” e pede acordo no plano social

  • Lusa
  • 21 Setembro 2017

Presidente da República pediu um "acordo generalizado" no plano das políticas sociais como resposta ao envelhecimento da população. E alertou para o facto dos ciclos económicos estarem "mais curtos".

O Presidente da República advertiu esta quinta-feira que os ciclos de crescimento económico estão “mais curtos”, dizendo que será bom se durarem cinco anos, e pediu “um acordo generalizado” no plano das políticas sociais de resposta ao envelhecimento.

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“Temos de ter cuidado, porque sabemos que atualmente os ciclos económicos são mais curtos, não há ciclos de dez anos de crescimento económico e de emprego – não, isso acabou. Mas, se houver cinco anos, três, quatro, cinco anos, isso já são boas notícias”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa conferência da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) sobre envelhecimento, no Centro de Congressos de Lisboa.

Na sua intervenção, quase toda em inglês, o chefe de Estado elogiou o papel das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e, embora ressalvando que “sem um orçamento equilibrado é impossível viver”, apelou aos ministros da área social para que se batam por verbas em Conselho de Ministros: “Não deem demasiado poder aos ministros das Finanças”.

À saída, com o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, ao seu lado, o chefe de Estado escusou-se a falar diretamente sobre o Orçamento do Estado para 2018, mas considerou que o grupo de economistas que apresentou um estudo propondo uma estratégia de maior despesa pública e menor ambição na redução do défice “traz uma reflexão muito interessante“.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que esse grupo de economistas – entre os quais se inclui o deputado independente eleito pelo PS Paulo Trigo Pereira – defende “por exemplo, que o chamado défice estrutural tem de ser visto de uma maneira diferente”, para que seja “possível, ao mesmo tempo, controlar o défice e ter despesas públicas a pensar em problemas sociais”.

“Portanto, é uma tomada de posição que tem a ver com uma reflexão europeia. E essa é uma das reflexões importantes que a Europa pode vir a fazer no futuro próximo”, acrescentou.

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